Portugueses a subir na classificação da Extreme

Tripulação liderada por Diogo Cayolla entrou com o pé esquerdo mas venceu quarta regata. Na classificação geral subiu para quinto lugar

Ventos fracos mas, apesar de tudo, velejáveis o suficiente para fazer cinco regatas (estavam previstas inicialmente seis). Foi assim que Lisboa ontem recebeu o circuito da Extreme Sailing Series, um campeonato mundial de vela de elite em que todos os barcos - os GC32, catamarãs de dez metros capazes de planar acima da água - são rigorosamente iguais, sendo assim o fator humano decisivo.

Nove equipas fizeram-se ao mar em frente à Doca de Pedrouços - o maior número de tripulações presentes num circuito neste ano. Às seis que têm feito o campeonato todo, somaram-se três wild cards: a equipa francesa Norauto, a norte--americana Vega e uma exclusivamente feminina, Thalassa Magenta Racing, que inclui a portuguesa Mariana Lobato. As velejadoras estão agora rigorosamente a aprender a trabalhar umas com as outras e com o barco. Mesmo assim fizeram logo na segunda regata um terceiro lugar que surpreendeu toda a gente, começando pelas próprias. Na classificação da etapa lisboeta o Thalassa Magenta Racing - que quer fazer o campeonato de 2017 e procura para isso um patrocinador - segue em oitavo, só com o Land Rover BAR atrás.

A equipa portuguesa Sail Portugal-Visit Madeira, liderada por Diogo Cayolla, entrou com o pé esquerdo, fazendo na primeira regata um sexto lugar e na segunda um nono (ou seja, último na frota). À terceira corrida as coisas começaram a correr melhor para a tripulação lusa: quinto lugar. E na quarta regata, ouro sobre azul: vitória indiscutível, mercê de uma boa partida que colocou o barco na liderança, lugar que nunca mais abandonou até ao fim.

Na quinta regata do dia, de novo um quinto lugar. Falando ao DN, Diogo Cayolla e Nuno Barreto explicaram que as condições de vento fraco somadas às correntes fortes fizeram que não existissem muitas opções na rota a fazer. Do mesmo se queixou ao DN o neozelandês Adam Minoprio, leme da equipa francesa Norauto, que veio a Lisboa por imposição do patrocinador (a empresa está a expandir a sua rede em Portugal).

Assim basicamente as partidas decidiam tudo ou quase tudo: quem conquistava aí a liderança beneficiava de vento "limpo" (não perturbado pelos outros barcos) podendo portanto definir o rumo de toda a frota. Foi isso que tornou possível a vitória da equipa portuguesa na quarta regata do dia.

Contas feitas, o barco português segue em quinto lugar na classificação do circuito lisboeta. Mas, tão (ou mais) importante do que isso, viu o seu mais direto oponente do campeonato, o Land Rover BAR, ficar em nono lugar, conquistando-lhes assim preciosos pontos.

Na classificação geral do campeonato, a equipa portuguesa está em sexto lugar, quatro pontos atrás do Land Rover. Com os pontos ontem recuperados, estão agora empatados a 50 pontos na tabela geral provisória.

O circuito lisboeta está no entanto longe de terminar - faltam mais três dias de corridas até domingo. Espera-se um pouco mais de vento - ou seja, há a perspetiva de os barcos conseguirem fazer o que neles é mais espectacular, "planar" com ambos os cascos acima da água e atingir velocidades que podem ser o triplo da do vento.

Na frente do pelotão, o Alinghi, em segundo lugar no campeonato, continua a sua marcha em perseguição do líder, o Oman Air (estão separados por três pontos). O Alinghi entrou ontem a matar vencendo as duas primeiras regatas; na terceira ficou em quarto e nas duas últimas do dia em segundo. Lidera a classificação provisória do circuito de Lisboa; em segundo vem o Norauto e só depois o Oman Air.

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