Portugal volta a acolher elite mundial em 2016

Em outubro de 2016, Portugal vai acolher pela oitava vez consecutiva uma etapa do mundial de surf

Portugal vai receber pela oitava vez consecutiva uma etapa do circuito mundial de surf, entre 19 e 29 de outubro de 2016, de acordo com o calendário provisório hoje divulgado.

O campeonato português, a realizar em Peniche ou Cascais, mantém-se no calendário para o próximo ano, novamente na 10.ª e penúltima etapa, naquela que será a 15.ª passagem da elite da modalidade, que passará a ser denominada de Liga mundial de surf (WSL), pelas ondas lusas.

Na temporada de 2016 é introduzida mais uma etapa na Austrália, em 'North Point', que acresce às duas já existentes - Bells Beach e Margaret River.

A WSL mantém o seu início na Gold Coast, também na Austrália, contando ainda paragens no Rio de Janeiro (Brasil), em Tavarua (Fiji), Teahupoo (Tahiti), Trestles (Estados Unidos) e South West Coast (França), antes do Mundial terminar com o 'mítico' Billabong Pipeline Masters, no Havai, entre 08 e 20 de dezembro.

No calendário mantém-se ainda a prova de Jeffreys Bay, na África do Sul, na qual este ano o surfista australiano Mick Fanning, três vezes campeão do mundo, foi atacado por dois tubarões, sem sofrer lesões graves.

Além do escalão principal, foram ainda divulgados os calendários do circuito de qualificação para 2016, com outras duas provas a disputar no mar português.

Com o estatuto QS10.000 (os que mais pontuam no circuito de qualificação), que sucede ao 'prime', estão previstos o SATA Airlines Azores Pro, de 06 a 11 de setembro, em São Miguel, e o Cascais Billabong Pro, de 24 de setembro a 02 de outubro, em Carcavelos.

Em 2016, Portugal vai voltar a receber um campeonato do circuito principal feminino, com o Cascais Women's Pro, cujo período de espera se prolonga entre 24 de setembro e 02 de outubro.

- Calendário do Circuito Mundial de surf ASP de 2016:

Quiksilver Pro Gold Coast, Austrália (10/03 a 21/03).

Rip Curl Pro Bells Beach, Austrália (24/03 a 05/04).

Drug Aware Margaret River Pro, Austrália (08/04 a 19/04)

Rio Pro, Rio de Janeiro, Brasil (10/05 a 21/05).

Fiji Pro, Fiji (05/06 a 17/06).

Jeffreys Bay Open, África do Sul (06/07 a 17/07)

Billabong Pro Teahupoo, Polinésia Francesa (19/08 a 30/08).

Hurley Pro Trestles, Estados Unidos (07/09 a 18/09).

Quiksilver Pro France, França (04/10 a 15/10).

Moche Rip Curl Pro Portugal, Peniche (18/10 a 29/10).

Billabong Pipe Masters, Havai (08/12 a 20/12).

- Provas do Circuito Mundial de surf em Portugal:

2015 -- 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Filipe Toledo (Bra).

2014 - 10.ª etapa, Moche Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Mick Fanning (Aus).

2013 - 9.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal by Moche, em Peniche, vencedor Kai Otton (Austrália)

2012 - 10.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Julian Wilson (Austrália).

2011 - 9.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Adriano de Souza (Brasil).

2010 - 8.ª etapa, Rip Curl Pro Portugal, em Peniche, vencedor Kelly Slater (EUA).

2009 - 9.ª etapa, Rip Curl Pro Search, em Peniche, vencedor Mick Fanning (Aus).

2002 - 7.ª etapa, Figueira Pro, na Figueira da Foz, incompleta.

2000 - 10.ª etapa, Figueira Pro, na Figueira da Foz, vencedor Rob Machado (EUA).

1997 - 9.ª etapa, Buondi Sintra Pro, em Sintra, vencedor Michael Campbell (Aus).

1997 - 10.ª etapa, Expo 98 Figueira 97, na Figueira da Foz, vencedor Shane Powell (Aus).

1996 - 12.ª etapa, Coca Cola Figueira 96, na Figueira da Foz, vencedor Matt Hoy (Aus).

1990 - 13.ª etapa, Buondi Pro, na Ericeira, vencedor Tom Curren (EUA).

1989 - 15.ª etapa, Buondi Instinct Pro, na Ericeira, vencedor Rob Bain (Aus).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Crespo

E uma moção de censura à oposição?

Nos últimos três anos, o governo gozou de um privilégio raro em democracia: a ausência quase total de oposição. Primeiro foi Pedro Passos Coelho, que demorou a habituar-se à ideia de que já não era primeiro-ministro e decidiu comportar-se como se fosse um líder no exílio. Foram dois anos em que o principal partido da oposição gritou, esperneou e defendeu o indefensável, mesmo quando já tinha ficado sem discurso. E foi nas urnas que o país mostrou ao PSD quão errada estava a sua estratégia. Só aí é que o partido decidiu mudar de líder e de rumo.