PGR recebeu denúncia anónima de corrupção no Estoril-FC Porto

Em causa uma suposta reunião que terá acontecido na véspera da segunda parte do jogo

A Procuradoria Geral da República confirma a existência de uma denúncia anónima relativa à segunda parte do jogo Estoril-FC Porto, realizada a 21 de fevereiro, por causa de uma reunião que terá acontecido na véspera e de uma alegada transferência bancária.

O jornal desportivo A Bola avança hoje que a denúncia dá conta de uma reunião que terá acontecido a 20 de fevereiro, véspera da segunda parte do encontro (que foi suspenso a 15 de janeiro devido a falta de segurança na bancada), num hotel de Lisboa entre um executivo da Traffic - empresa que detém a maioria do capital da SAD do Estoril -, e um empresário e um dirigente do FC Porto. O objetivo, segundo avança a publicação, seria a combinação do resultado da partida.

A denúncia refere, segundo o desportivo, a existência de uma transferência bancária no valor de 730 mil euros, efetuada dias após a realização dessa segunda parte do jogo.

"Confirma-se a receção de uma queixa relacionada com a segunda parte do jogo Estoril Praia - Futebol Clube do Porto. A mesma foi encaminhada para o DIAP de Lisboa", diz a PGR ao DN.

A primeira parte do encontro terminou com o Estoril a ganhar ao FC Porto por 1-0. Após a realização da segunda parte os azuis brancos ganharam por 3-1.

O Correio da Manhã tinha avançado que o Estoril ia investigar os jogadores pelas fracas exibições diante do FC Porto. "Não é verdade, a notícia é totalmente falsa", grantiu depois o técnico, corroborado por declarações de uma fonte oficial dos estorilistas ao DN.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?