Pedro Proença: "Vídeo-árbitro? Temos que baixar as expetativas"

Presidente da Liga diz que a nova tecnologia vai ajudar, mas não vai resolver tudo

Pedro Proença, presidente da Liga, abordou a questão do vídeo-árbitro que vai entrar em vigor no próximo campeonato. "Vamos ser objetivos. De há uns tempos para cá, a disciplina e a arbitragem deixaram de estar na Liga. Agora são responsabilidade da Federação. A nós, Liga, como recetores de um serviço, queremos que seja de qualidade e tentamos ser um facilitador da introdução de novidades. Estamos muito satisfeitos com a relação que temos com a FPF, um parceiro muito digno e sério. O vídeo-árbitro é um projeto novo e temos que baixar as expectativas, até porque as recentes provas mostram que não vão resolver tudo. É um instrumento fundamental para a verdade desportiva. Com uma disciplina melhor e uma arbitragem melhor, teremos uma competição profissional melhor", disse à SportTV, antes do início dos sorteios dos campeonatos.

"O futebol é espectáculo, são os jogadores e os árbitros. A esses temos de dar palco. Rapidamente queremos que a bola volte a rolar, com três grandes competições, com roupagens novas. A Liga NOS a 18 equipas, a Segunda Liga, com uma reestruturação ficou mais reduzida, e uma Taça CTT que tem tudo para dar certo. Os patrocinadores estão agradados, as equipas satisfeitas", acrescentou.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.