Pedro Proença admite centralização dos direitos televisivos

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, admitiu hoje, em Coimbra, a possibilidade de, no futuro, serem centralizados os direitos televisivos, como acontece noutras ligas europeias.

"Havemos de lá chegar um dia, porque nós também temos essa visão", disse o dirigente desportivo, no final das Jornadas Anuais dos Grupos de Trabalho da Liga, que decorreram durante todo o dia no Estádio Cidade de Coimbra.

Segundo Pedro Proença, o objetivo será "garantir às sociedades que mais recebem os valores que têm e às que menos recebem reduzir o 'gueto', porque nós não estamos a inventar a roda".

Na intervenção que encerrou as jornadas, o presidente da LPFP disse ainda que a Taça da Liga atingiu este ano o seu processo de maturidade, com números que "falam por si".

"O que fizemos em Braga foi revelador de um sonho do que pensámos que podia ser possível fazer desta taça, que não tinha expressão e estava a desaparecer do seu registo de ter vida", sublinhou.

Mais de 100 mil pessoas passaram pela zona de festa da competição, audiências a passarem os quatro milhões de espetadores e retornos a aumentarem cerca de 40%, "são números absolutamente extraordinários", acrescentou.

No plano tecnológico, Pedro Proença anunciou o lançamento de um Centro de Serviços Partilhados (central de compras) para as sociedades desportivas e um 'microsite' em que são disponibilizados, gratuitamente, vídeos com clipes dos jogos das I e II ligas de futebol.

"Falar deste mundo digital destes últimos três anos é uma mudança completa de 180 graus naquilo que tem sido o posicionamento da Liga Portugal e a nossa estratégia é continuar a apostar no digital", frisou.

O presidente da Liga salientou ainda a adesão crescente dos clubes aos grupos de trabalho, que funcionam desde 18 de setembro, e que produziram 21 propostas de alterações regulamentares, 11 propostas de alterações legislativas, dois manuais técnicos, a realização de três eventos estratégicos, um acordo comercial e três projetos-programa.

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