Oficial: Paulo Bento deixa o Olympiacos

Clube grego já anunciou a saída do treinador português

Paulo Bento já não é treinador do Olympiacos. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira pelo clube grego, através das redes sociais, que informam "o fim da cooperação com Paulo Bento".

A notícia já era esperada, pois a grande maioria dos jornais helénicos já falava na manhã desta segunda-feira dessa forte possibilidade.

A derrota deste domingo com o PAOK, a terceira consecutiva no campeonato, algo que já não acontecia no clube há 21 anos, precipitou o divórcio entre as duas partes, de nada valendo ao treinador português o facto de o olympiacos ser líder do campeonato grego com sete pontos de vantagem sobre o Panionios, que tem menos um jogo.

Chori, capitão do Olympiacos, tinha deixado esta segunda-feira uma mensagem no facebook a criticar as palavras de Paulo Bento depois da derrota com o PAOK.

"Recebi com muita surpresa as declarações do nosso treinador depois da derrota com o PAOK. Temos grandes jogadores com muita personalidade e confesso que esperava que ele nos mantivesse unidos durante este período difícil, tal como fez o presidente no passado domingo [...] É altura de assumir a responsabilidade pela má situação em que se encontra a equipa, olhar para dentro e não deitar as culpas para os outros. Pessoalmente, há muito que me sinto prejudicado em termos de tratamento, mas acreditava que com muito trabalho e paciência a situação fosse melhorar, mas tal não aconteceu", escreveu.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.