Patinadora sul-coreana por pouco não ficou despida durante prova

Yura Min tinha acabado de começar a prova de patinagem artística com o parceiro quando o gancho do top se soltou

A coreografia do par de patinadores artísticos Yura Min e Alexander Gamelin, que competem pela Coreia do Sul nos Jogos Olímpicos de Pyeongchang 2018, tinha acabado de começar quando a jovem sentiu a parte de cima do fato, que prendia atrás do pescoço, a alargar. Confirmaram-se as piores suspeitas: o gancho que prendia o top do fato de patinagem, justo ao corpo e que lhe deixava as costas e a barriga à mostra, soltou-se poucos segundos depois de Min e Gamelin terem começado a patinar. Ficar com o tronco a descoberto era uma questão de sorte.

Mas a patinadora reagiu com frieza e, sem perder a graça, continuou a deslizar pelo gelo. Sabia que, se parasse para ajeitar o fato, ela e o parceiro perdiam pontos.

Então correu o risco e continuou, mesmo com a roupa a cair-lhe dos ombros, tentando não prejudicar o desempenho. "São os meus primeiros Jogos Olímpicos, a nossa primeira coreografia. Se o meu top descesse, teria sido um desastre", admitiu Yura Min. "Estive muito nervosa com a hipótese de o fato sair".

Apesar do problema grave de indumentária, a patinadora acabou por fazer piadas no Twitter, prometendo que vai coser o fato no corpo para as provas individuais.

"Apesar do mau funcionamento do guarda-roupa, diverti-me muito a competir no meu país natal! Prometo coser o fato no corpo para o evento individual. Queria agradecer ao público por nos ter apoiado até ao fim. Não conseguiria tê-lo feito sem vocês", escreveu.

Min, segundo a BBC, está a competir pela Coreia do Sul mas nasceu na Califórnia, filha de pais sul-coreanos. O parceiro, Alexander Gamelin, naturalizou-se sul-coreano para competir em Pyeongchang.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.