Partes envolvidas já negoceiam o futuro de Lisboa

Querem a manutenção do estaleiro em Pedrouços, que tem sido fundamental para Lisboa ser campo de treinos

A administração da Volvo Ocean Race e as autoridades de Lisboa já começaram a negociar o futuro da prova na capital portuguesa. A Volvo Ocean Race abriu uma espécie de leilão para que cidades no mundo inteiro se candidatem a ter um stop over na próxima edição, em 2020, mas Lisboa está fora desse leilão. As negociações são diretas, o que significa a vontade da Volvo Ocean Race de que a capital portuguesa se mantenha no mapa da regata, onde consta desde a edição 2011-2012.

O que está em causa não é só a regata voltar a parar na cidade nas próximas duas edições. Tão ou mais importante do que isso é a manutenção na doca de Pedrouços do boatyard (estaleiro) da Volvo Ocean Race. Trata-se da infraestrutura onde, nos últimos dois anos, todos os barcos concorrentes, os VO65, foram sujeitos a um processo de revisão geral, o chamado refit, com custos orçados por veleiro na ordem do milhão de euros.

A Volvo Ocean Race quer que o boatyard se mantenha em Pedrouços pelo menos por mais seis anos, mas também sabe que há mais de uma dúzia de cidades no mundo inteiro - metade das quais na Europa - que também o querem. A negociação envolve o governo português, a Câmara Municipal de Lisboa e também o Porto de Lisboa, entidade gestora da doca de Pedrouços.

A existência do boatyard em Pedrouços fez que a maior parte das equipas escolhessem a capital portuguesa como campo de treinos mas também "chamou" empresas portuguesas. O exemplo máximo é o da Noras Performance, uma empresa de Santarém que inventou uma boia salva-vidas telecomandada.

A direção da Volvo Ocean Race apreciou de tal forma a ideia que agora a boia está a ser apresentada em todos os portos onde a regata para (12 cidades dos cinco continentes).

Foi também o convívio com as equipas em Pedrouços o facto decisivo para que agora três velejadores portugueses integrem as equipas concorrentes.

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