Paolo Guerrero iguala Cubillas como melhor marcador do Peru

O ponta-de-lança igualou os 26 golos da antiga glória do FC Porto, ao marcar na derrota frente ao Chile, por 4-3

O avançado Paolo Guerrero igualou na terça-feira o recorde de golos da seleção peruana do histórico Teófilo Cubillas, ex-jogador do FC Porto, ao marcar no jogo com o Chile, que o Peru perdeu por 4-3.

Ao marcar o terceiro e último golo dos peruanos no encontro disputado em Lima, aos 90+1 minutos, Guerrero atingiu os 26 remates certeiros pela seleção do seu país, igualando a marca estabelecida por Cubillas, que representou o FC Porto entre as épocas 1973/1974 e 1976/1977.

O Chile venceu por 4-3 o jogo da zona sul-americana de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2018, graças aos avançados Alexis Sanchez e Eduardo Vargas, autores de um 'bis' cada, tendo Jefferson Farfan marcado os outros dois golos da seleção peruana.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.