Outros atletas convertidos ao Islão no futebol

Frédéric Kanouté

O avançado do Sevilha nasceu em França mas é filho de malianos e não renunciou às origens tanto na selecção a representar como na religião: aos 20 anos converteu-se ao islão. O fervor religioso manifestou-se ao recusar vestir a camisola do clube por fazer publicidade a uma empresa de apostas. É a favor da causa da Palestina e recentemente pagou perto de 600 mil euros para evitar o encerramento de uma mesquita em Sevilha.

Franck Ribéry

O médio que representa o Bayern de Munique e pode no final da época rumar ao Real Madrid, encontrou o caminho da religião quando se casou com Wahiba, uma francesa de origem argelina, com quem tem duas filhas: Hizya e Shahinez. Natural de Boulogne-sur-Mer (Norte de Fran-ça), adoptou o nome muçulmano de Bilal, e manifesta a fé rezando cinco vezes por dia. Uma das imagens de Ribéry é o facto de entrar em campo com os braços erguidos para Alá.

Nicolas Anelka

O ponta-de-lança francês descendente de emigrantes da Martinica tem pontos em comum com Abel Xavier: correu vários clubes, participou num filme (a produção francesa Le Boulet, de 2002) e também se converteu ao islão, anunciando essa decisão nos EAU. Após confessar as dúvidas existenciais a alguns amigos de infância, o atleta do Chelsea decidiu abraçar os ensinamentos do profeta Maomé, adoptando o nome de Abdul-Salam Bilal.

Eric Abidal

Tal como Anelka, Abidal nasceu em Martinica e representa a selecção francesa, mas, mais do que isso, também o lateral-esquerdo do Barcelona passou a considerar-se muçulmano, o que aconteceu após casar com a argelina Hayet Kebir, com quem tem duas filhas. Abidal mudou o nome para Bilal e diz que respeita sempre que pode o Ramadão desde que tal não colida com a alta competição exigida por um clube de topo como o Barcelona.

Lee Wung-Jae

Guarda-redes da selecção sul-coreana desde o Campeonato do Mundo de 1994, brilhou no Mundial de 2002, em que o seu país foi anfitrião, e até ao momento disputou 123 jogos ao serviço da Coreia do Sul. Porém, Lee Wung-Jae ficou famoso por outros motivos. O jogador de 36 anos era um cristão devoto e converteu-se à religião islâmica. Uma autêntica notícia, já que actuou sempre no seu país, onde a percentagem de muçulmanos é ínfima.

Philippe Troussier

O antigo jogador francês e ex-seleccionador de Costa do Marfim, Nigéria, Burkina Faso, África do Sul, Marrocos e Japão, país que levou à segunda fase do Campeonato do Mundo de 2002, converteu-se ao islão em 2006 e consumou o acto em Rabat, capital marroquina, onde vive. Philippe, de 54 anos, passou a chamar-se Omar e a esposa escolheu o nome de Amina. Entretanto, o casal adoptou Selma e Mariam, duas órfãs marroquinas.

Jorvan Vieira

O técnico luso-brasileiro (nascido no Brasil, mas com orgulho em ter passaporte português) ficou conhecido por ter obtido a comunhão entre sunitas e xiitas no seio da selecção iraquiana, que em 2007 venceu a Taça da Ásia. O ex-seleccionador iraquiano assumiu-se como muçulmano nos anos 80, quando treinava em Marrocos, onde se casou com Khadija Fahim. O próprio diz que não foi propriamente uma conversão, pois nunca se sentiu cristão.

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