É raro falar-se deles e quando se fala quase nunca é por um bom motivo. Uns são mecânicos, outros copilotos (navegadores). Vivem na sombra e têm como missão ajudar os pilotos a chegar ao fim da etapa e a conseguir a melhor classificação possível. Nada que os desvalorize enquanto profissionais..Filipe Palmeiro é um deles. É navegador do piloto chileno Boris Garafulic (Mini X-Raid) e correu mundo numa fotografia revelada pelo Dakar em que aparecia a dar assistência a Nani Roma, que sofreu um acidente e teve de abandonar na terceira etapa. "Todos nós sabemos o risco que corremos, mas quando um amigo está naquela situação um aperto na mão ajuda bastante! Este Dakar não está a ser fácil e já houve vários acidentes. Dois dias antes deu apoio a Pedro Velosa (navegador de Pedro Mello Breyner ),que também teve de ser evacuado de helicóptero para o hospital", explicou ao DN o português, um dos seis que iniciaram o Dakar num papel secundário, mas de enorme importância..Nos camiões, olhos postos no experiente José Martins, a integrar a tripulação como mecânico da equipa Boucou, e o reconhecido Paulo Fiuza (antigo copiloto de Carlos Sousa) que está em prova como mecânico dos espanhóis da Palibex Dakar Team. E ainda Marco Moreiras (ver entrevista) como mecânico no camião da equipa alemã South Racing ..A 40.ª edição do Dakar começou com um contingente de pilotos lusos ligeiramente mais reduzido do que o de 2017 (11 portugueses à partida, um recorde de participações). Começou a sofrer baixas (Mário Patrão e Paulo Gonçalves) mesmo antes de começar e continuou na primeira etapa - Joaquim Rodrigues abandonou após acidente. Tal como o estreante André Villas-Boas, que teve o motard Ruben Faria como navegador, e Pedro Mello Breyner, acompanhado do também português Pedro Velosa. Peripécias que deixaram Carlos Sousa (Renaut Duster Team) a correr sozinho, como piloto, pelas cores nacionais nos carros.