Olympiacos vence fora e mantém sete pontos de avanço

Equipa de Paulo Bento ganhou com golos do ex-benfiquista Cardozo e do ex-portista Sebá

O Olympiacos de Paulo Bento venceu hoje 2-0 na visita ao PAS Giannina, mantendo a folgada liderança no campeonato de futebol grego, com sete pontos de avanço para o Panathinaikos, à 11.ª jornada.

A jogar em vantagem numérica desde os 41 minutos, após expulsão do médio albanês Lila, o Olympiacos começou a desenhar o triunfo com um tento solitário do ex-benfiquista Oscar Cardozo (68).

Com o lateral-direito Diogo Figueiras a titular, o Olympiacos só sossegou nos descontos, com o brasileiro Sebá, ex-jogador do FC Porto e do Estoril-Praia, a marcar aos 90+2 em casa do sexto classificado.

Cumpridas 11 jornadas, o Olympiacos lidera com 28 pontos, mais sete do que o Panathinaikos e nove de vantagem para o AEK Atenas e o Xhanti.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?