Oleiros marcou, Sporting ganhou e a festa foi boa

Na deslocação do futebol de primeira ao país real ninguém saiu insatisfeito. Os da casa nunca pensaram marcar duas vezes, Jesus poupou titulares e avaliou outras unidades

O encontro entre o Oleiros e o Sporting é daqueles que sai sem qualquer perdedor. A vila da Beira Baixa, conhecida pelo seu leitão estonado, viveu um dis histórico porque o futebol de primeira água deslocou-se ao país real. E todos festejaram; o Oleiros porque fez algo impensável ao marcar por duas vezes ao todo poderoso Sporting, o clube de Alvalade porque venceu e seguiu em frente na Taça de Portugal e as pessoas da terra porque perceberam que o esforço que o clube e a edilidade fizeram para não desviar o encontro para outro estádio valeu a pena.

Por incrível que possa parecer talvez os futebolistas do Oleiros saiam mais satisfeitos deste jogo que os do Sporting. Por exemplo Jackson, um avançado grande, forte, rápido e com algum futebol nos pés marcou a Salin, tirou dois amarelos a jogadores leoninos e, por certo, deixou alguns clubes da I Liga a pensar em contratá-lo em janeiro.

No Sporting, Jorge Jesus também cumpriu quase todos os seus objetivos, pois poupou ao sintético e à deslocação à Beira Baixa os seus titulares, deu ritmo a futebolistas com poucos minutos e ainda teve ensejo de ver em ambiente de jogo outros elementos que poucas ou nenhumas oportunidades vão ter quando os jogos forem a doer. Neste capítulo, Rafael Leão, internacional sub-19 teve também ele uma noite de sonho. Na primeira oportunidade que teve na equipa principal correspondeu com um cabeceamento vitorioso a centro de Podence. Este foi a grande figura do encontro, pelas assistências para o segundo, terceiro e quarto golos do Sporting, mostrando que tanto lhe faz defrontar o Oleiros num sintético ou o Bayern Munique num relvado bem tratado.

Com muitas alterações no onze - só para se ter uma ideia, foi Bruno César o capitão - o Sporting entrou a todo o gás com o intuito de resolver a eliminatória o mais rapidamente possível. Aos 10 minutos já os verdes e brancos tinham construído duas oportunidades flagrantes. O golo inaugural de Palhinha, aproveitando um mau alívio da defesa local, foi o corolário do domínio leonino. Até ao intervalo o Sporting ampliou com um bom cabeceamento de Mattheus Oliveira e o Oleiros podia, entre os dois golos, ter empatado por intermédio do referido Jackson que, logo a seguir ao intervalo, colocou à prova Salin.

O encontro ficava mais partido, porque o Oleiros já não tinha o rigor defensivo da primeira parte, talvez por opção estratégica, e, assim, com espaço Podence brilhava e fazia brilhar Palhinha, que bisou com um remate acrobático dentro da área.

Os últimos dez minutos foram os animados porque o Oleiros fez vibrar as suas gentes quando Jackson reduziu. A seguir, Rafael Leão, que havia rendido Gelson Dala, aproveitou mais um belo passe de Podence e Djodjo sentenciou o resultado final no último lance do jogo que irritou Jesus, incrédulo em como sofreu dois golos dos amadores do Oleiros.

Ainda assim, o mais importante para o Sporting, para além de ter abrilhantado a festa, foi alcançado; a qualificação para a eliminatória seguinte.

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