O Zorro gostava de apanhar um dos clubes mais fortes

Paulo Fonseca pagou promessa e vestiu-se do seu herói de infância para celebrar apuramento na Champions. Ao DN, o treinador conta como a história se desenrolou

As imagens de Paulo Fonseca mascarado de Zorro na conferência de imprensa após a vitória do Shakhtar Donetsk sobre o Manchester City de Pep Guardiola (2-1), que permitiu à equipa ucraniana apurar-se para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, tornaram--se virais em todo o mundo, com praticamente toda a imprensa e televisões internacionais a fazerem eco da situação. O treinador português admitiu que não esperava tamanha projeção e contou ao DN a história por detrás deste insólito episódio.

Tudo começou a ser preparado a 31 outubro, no dia de Halloween. Foi uma estratégia de marketing bem montada, não foi? Estou a brincar, parece, mas não aconteceu nada disso. Foi simplesmente uma brincadeira, referiu, explicando depois como tudo começou: Foi no Halloween, quando uma jornalista me perguntou se me mascarasse naquele dia qual a personagem que escolheria. Em jeito de brincadeira, falei no Zorro, pois gostava muito dele. Quando era mais pequeno vestia-me com a sua máscara, gostava dos cavalos, daquele herói que ajudava as pessoas pobres.

A outra parte da história surgiu imediatamente a seguir. Mal acabou essa conferência de imprensa, um dos meu diretores, já no balneário, disse-me: Vamos fazer uma aposta, se passares à próxima fase vestes-te de Zorro. E ficou assim combinado. Na conferência de imprensa seguinte revelei essa mesma aposta, contou. Dito e feito, promessa paga. O Shakhtar Donetsk apurou-se para os oitavos--de-final e o antigo técnico do FC Porto, que foi campeão da Ucrânia na época passada, não teve qualquer tipo de problemas em comparecer vestido de Zorro na conferência de imprensa após o jogo.

Horas depois do sucedido, admitiu ao DN que não esperava tanto impacto a nível mundial. Logo após esse dia aquilo começou a ganhar um enorme impacto, sobretudo na Ucrânia. E na quarta-feira estavam umas dez mil pessoas com máscaras do Zorro no estádio. Não estava à espera de nada disto. Tem sido uma coisa impressionante, tornou-se viral, está a ser falado em todo o lado. Saí de casa e no rádio, mesmo não entendendo o que dizem, percebo as palavras Paulo Fonseca e Zorro, salientou.

Esperando ou não esta reação a nível mundial, de uma coisa o treinador não tem mesmo dúvidas: o Zorro nunca mais o largará até ao final da sua carreira, tal como aconteceu com um seu compatriota no campeonato inglês.

O José Mourinho é conhecido como o Special One e eu tenho a certeza absoluta de que isto também já não me vai largar mais para o resto da minha carreira. Depois da aposta comecei a pensar nisto, que poderia tornar-se ridículo, que teria uma imagem negativa, mas acho que funcionou precisamente ao contrário. Houve uma corrente muito positiva e tudo acabou por funcionar bem, mesmo sem querer, confessou o treinador português.

Garantido o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, após o triunfo por 2-1 sobre o Manchester City, Paulo Fonseca, qual super-herói, revelou as suas preferências para o sorteio que se realiza na segunda-feira, que passam por ter um colosso do futebol europeu como adversário.

O Zorro ainda não teve tempo para pensar no sorteio, mas gostava de apanhar um dos clubes mais fortes. Não tenho nenhuma equipa com a qual não gostasse de jogar, afirmou o treinador que está no Shakhtar Donetsk desde 2016.

Apontado ao Bayern Munique

Paulo Fonseca fez ontem muitos títulos em vários órgãos de comunicação mundiais, mas não apenas por se ter vestido de Zorro. A imprensa alemã, concretamente a revista Kicker, avançou que o técnico português é um dos preferidos da direção do Bayern Munique para assumir o comando técnico dos bávaros no final da temporada, quando Jupp Heynckes abandonar o cargo. Ao DN, no entanto, Fonseca diz não ter sido ainda contactado. Vi essa notícia na imprensa esta manhã [ontem], mas até ao momento não sei de nada. Sinceramente, não há mesmo nada, concluiu o técnico de 44 anos, que antes do Shakhtar Donetsk passou, entre outros, pelo Paços de Ferreira, pelo FC Porto e, antes de rumar à Ucrânia, pelo Sp. Braga.

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