O dia em que o herói Purley desafiou as leis da física

O britânico sofreu o maior impacto de que há memória num acidente e sobreviveu. Muito superior ao de Fernando Alonso

O brutal despiste de Fernando Alonso no domingo, no Grande Prémio da Austrália, trouxe à memória alguns dos maiores acidentes da Fórmula 1. Vários pilotos morreram em pista, casos de Ayrton Senna (1994) e Gilles Villeneuve (1982), mas outros escaparam por verdadeiro milagre. O britânico David Purley é ainda hoje recordado como o piloto que desafiou todas as leis da física, quando em 1977 sobreviveu a um grande acidente durante a qualificação para o GP da Grã-Bretanha.

Ao volante de um LEC com motor Cosworth, Purley embateu a 173 km/hora de frente contra um muro. E sobreviveu. Isto numa altura em que a segurança dos monolugares não tinha comparação com as de hoje em dia - não havia células de sobrevivência, nem materiais resistentes feitos com recurso a alta tecnologia.

Na altura, os peritos que investigaram o acidente concluíram que o embate que o piloto britânico sofreu era equivalente a uma desaceleração de 179,8G (força de gravidade) - para se ter noção do que isto representa, Alonso foi sujeito a uma força de 43G no acidente de domingo. O relatório do acidente na altura mencionava que nenhum ser humano até então tinha conseguido aguentar uma tão grande força de embate.

Leia mais na edição impressa e no epaper do DN.

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

Navegantes da fé

Este livro de D. Ximenes Belo intitulado Missionários Transmontanos em Timor-Leste aparece numa época que me tem parecido de outono ocidental, com decadência das estruturas legais organizadas para tornar efetiva a governança do globalismo em face da ocidentalização do globo que os portugueses iniciaram, abrindo a época que os historiadores chamaram de Descobertas e em que os chamados navegantes da fé legaram o imperativo do "mundo único", isto é, sem guerras, e da "terra casa comum dos homens", hoje com expressão na ONU.