"Não temos nada que ver com as crises dos outros clubes"

Jorge Jesus

Jorge Jesus fez a antevisão o encontro desta noite com o Chaves e não gostou quando foi confrontado com o facto de os leões terem vencido apenas uma vez nos últimos seis jogos.

O Sporting defronta nesta noite o Chaves em encontro da 9.ª jornada da I Liga, em Alvalade, tendo pela frente uma equipa da qual não guarda boas recordações, pois nas duas últimas vezes que se cruzaram, ambas em Trás-os-Montes, os leões foram eliminados da Taça de Portugal e três dias antes, após empate para o campeonato, Bruno de Carvalho terá invadido o balneário e mantido um diálogo mais aceso com os capitães Adrien Silva e William Carvalho.

Além do mais, o Sporting vem de apenas um triunfo nos últimos seis encontros. Este dado estatístico foi referido a Jorge Jesus, que não gostou, tendo questionado a jornalista de uma forma persistente sobre quais foram os jogos em que os leões foram derrotados, esperando pacientemente que lhe fossem mencionados os nomes dos colossos Barcelona e Juventus. "As crises dos outros clubes não temos nada que ver com elas. Só nos interessamos por nós e pelos nossos resultados. É por isso que estamos em segundo. O Sporting tem oito jornadas do campeonato disputadas, tem seis vitórias e dois empates, 16 golos marcados e quatro sofridos. As duas derrotas que temos foram contra a Juventus e contra o Barcelona", afirmou, visivelmente exaltado com a questão.

Têm sido amplamente discutidas as balizas do Benfica e do FC Porto. Então, Jesus foi convidado a explicar se o facto de ter Rui Patrício como titular indiscutível ajuda a que a equipa tenha mais tranquilidade. "Só posso falar do Rui Patrício. É fixo no Sporting, tem jogado a maior parte dos jogos. O Fernando Santos tem a mesma ideia do que eu, que é o melhor guarda-redes português. Eu tomo a minha opção no Sporting, tendo outro guarda-redes como o Salin e estamos muito contente com eles. É isso com que me preocupo, com os meus, não com os outros", sublinhou o treinador, não querendo, nitidamente, entrar numa discussão que não é sua. Depois foram feitas algumas referências individuais a alguns jogadores. A começar por Piccini, muito elogiado pela imprensa italiana, no regresso ao seu país natal, pela sua exibição diante da Juventus (Piccini foi eleito pelo DN como o melhor jogador do Sporting). "Piccini fez um grande jogo para a imprensa desportiva italiana porque eles sabem olhar para o jogo taticamente. Realizou uma exibição de grande qualidade do ponto de vista tático. Tem jogado quase sempre a esse nível. Uma coisa é jogar no Bétis para ganhar de vez em quando, outra é jogar no Sporting para ganhar sempre. Vamos ver onde está o Piccini quando o campeonato acabar", disse o treinador, prognosticando claramente uma possível transferência para o defesa transalpino.

Em seguida, Jesus garantiu que não falou com Coentrão após tê-lo substituído em Turim, o que parece ter provocado alguma surpresa no internacional português: "Não tenho de o esclarecer, foi substituído em quase todos os jogos. Os meus jogadores sabem que treinador têm. O Fábio acabou o jogo em condições físicas propícias para jogar amanhã [hoje]."

Sobre o Chaves, que nunca venceu em Alvalade, fez rasgados elogios, mas Jesus aproveitou logo para desmistificar os muitos golos que o Sporting tem sofrido nos últimos minutos das partidas: "É um assunto sobre o qual tenho de me debruçar, mas cada jogo tem a sua história e os jogadores do Chaves, com todo o respeito, não são os da Juventus. Luís Castro está a tentar implementar as suas ideias no Chaves. As equipas do Luís Castro são isso mesmo, disputam os jogos palmo a palmo e para o fazer é preciso ter-se qualidade de trabalho. Luís Castro trabalha com qualidade."

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