Mundial de surf teve impacto económico superior a dez milhões

O valor foi calculado com base nos gastos médios diários dos 100 mil visitantes

A etapa de Peniche do mundial de surf, que em outubro deu a vitória ao brasileiro Filipe Toledo, gerou lucros na economia estimados em 10,6 milhões de euros, segundo um estudo hoje apresentado naquela cidade.

O impacto económico da prova foi avançado por João Paulo Jorge, que liderou a equipa de investigadores do Instituto Politécnico de Leiria responsável pelo estudo económico.

O valor foi calculado nos gastos médios diários dos 100 mil visitantes que, segundo o estudo, estiveram em Peniche a assistir à competição nos 10 dias em que decorreu.

Os investigadores estimaram em 77,42 euros as despesas médias diárias (38,48 euros no caso dos portugueses e 148,70 euros no caso dos internacionais), que resultaram num gasto total de 7,7 milhões de euros (5,2 milhões por visitantes internacionais e 2,5 milhões por portugueses).

A essa despesa deixada na economia da região Oeste pelos visitantes acrescem 1,6 milhões de despesas efetuadas no país por pessoas ligadas ao evento, como organização e comunicação social.

Dos 10,6 milhões de euros, estima-se que 1,3 milhões de euros sejam ainda lucros indiretos na economia.

O evento gerou ainda uma receita fiscal de 1,2 milhões de euros.

Dos cerca de mil inquiridos neste estudo, 66,4% dos portugueses e 40,3% de estrangeiros já assistiram a edições anteriores do evento, o que revela que "há uma fidelização na prova".

A secretária de Estado do Turismo, Ana Godinho, disse, na apresentação do estudo, que o mundial de surf "é um projeto paradigmático porque acrescenta valor ao turismo, ao valorizar a costa e o mar, ativos regionais".

Graças à prova, a única etapa na Europa, e ao fim de seis edições, "os europeus quando pensam fazer surf pensam em Portugal".

A etapa de 2016 do mundial de surf em Peniche está prevista para 19 a 29 de outubro.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

Compreender Marques Mendes

Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.