Messi, quatro Mundiais sem chegar ao Olimpo

19 jogos, seis golos e considerado o melhor jogador no Brasil, após a derrota na final com a Alemanha, seu eterno carrasco. Teremos Messi, com 35 anos, a tentar o troféu que lhe falta no Qatar em 2022?

Seis golos em 19 jogos disputados em quatro certames (2006, 2010, 2014 e 2018) constituem o currículo de Lionel Messi em Mundiais de futebol.

Na sempre exigente comparação com Diego Armando Maradona, Messi fica a perder pois não conseguiu levar a Argentina à vitória. Esteve perto em 2014, quando em solo brasileiro perdeu com a Alemanha no prolongamento, num jogo em que a seleção das pampas sentiu em demasia a 'ausência' da sua principal figura. Já tinha sido assim também com a Holanda nas meias-finais. Ainda assim, a FIFA elegeu Messi como melhor futebolista do Mundial - para isso muito terá contribuído o facto de Ronaldo ter ficado pela fase de grupos.

No seu Mundial de estreia, em 2006, com Pekerman ao leme, Messi, então com 19 anos, fez um golo e ainda foi autor de uma assistência, ambos os gestos diante da Sérvia. Nos quartos-de-final a Alemanha, nos penáltis, mandou a Argentina para casa.

Quatro anos mais tarde novamente a Alemanha a travar a Argentina dos dois deuses, Maradona e Messi. Uma goleada nos quartos-de-final por 4-0 foi o suficiente para Maradona deixar a seleção e para Messi começar a ouvir as primeiras críticas por aquilo que fazia com a celeste no corpo e nada seria como antes.

Em 2014 abriu o livro até aos quartos-de-final com quatro golos até aos quartos-de-final, mas depois, como se disse acima, desapareceu e perdeu a sua melhor oportunidade para igualar Diego Maradona no altar dos inflamados adeptos argentinos. O carrasco? O do costume, a Alemanha.

2018 foi um Mundial sempre em sofrimento, começou por falhar um penálti com a Islândia, ninguém o viu na goleada sofria com a Croácia, apareceu episodicamente ao marcar com a Nigéria no encontro que levou, quando quase ninguém esperava, a Argentina aos oitavos-de-final e despediu-se com a França a jogar como avançado centro mas a tempo ainda de fazer a assistência para o golo de Agüero, já nos descontos, e que permitiu à sua equipa ainda sonhar com o empate a quatro golos que lhe garantisse o prolongamento. Não surgiu, Messi nunca tinha ido tão cedo para casa em Mundiais e agora a dúvida que todos têm é se ainda estará com vontade para se manter na seleção mais quatro anos a tempo de disputar o Mundial do Qatar...

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