Orçamento para 2017/18 prevê receita de 15 milhões

A assembleia geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovou hoje por unanimidade e aclamação o plano de atividades e orçamento para 2017/18 e que prevê receitas na ordem dos 15 milhões de euros.

Com resultados operacionais previstos "acima dos dois milhões de euros", foi ainda informado pela LPFP a "projeção para o final da corrente época da resolução dos resultados transitados negativos", o que significa a "antecipação desse objetivo".

No comunicado distribuído no final da reunião magna em que não participaram Vitória de Guimarães, Vitória de Setúbal, Benfica, Marítimo e Portimonense, a LPFP deu conta ainda de "um plano de atividades ambicioso".

Entre as propostas estão o aumento dos serviços prestados e a criação de valor para as competições e respetivos parceiros comerciais, a introdução de novas tecnologias em variadas vertentes, o lançamento de um plano de saneamento financeiro, apoio à melhoria de estruturas, profissionalização e qualificação dos agentes desportivos e o lançamento de um centro de serviços partilhados.

Em conferência de imprensa, o presidente da mesa da assembleia geral Mário Costa disse "ser esta a primeira vez" que estas aprovações ocorrem antes do início da competição.

Segundo o Diretor Executivo, Pedro Correia, "os resultados operacionais previstos, de 2,1 milhões de euros, estão em linha com os dois exercícios anteriores", anunciando uma receita prevista "acima dos 15 ME, naquela que será, nesse capítulo, a maior receita de sempre".

Em face deste resultado, Pedro Correia confirmou que a Liga prevê distribuir "500 mil euros a cada SAD, direta e indiretamente, no decorrer da época", ao mesmo tempo que foi anunciada para breve "novos parceiros em áreas estratégicas".

Escusando-se a entrar em detalhes, o Diretor Executivo admitiu que os 15 ME de receita "são ligeiramente superiores aos do ano passado", enquanto Mário Costa lembrou que "um dos compromissos do presidente da Liga de, até ao final do seu mandato, era ter saneada 86% da divida que herdou".

"Quando esta direção chegou havia resultados transitados negativos na ordem cinco milhões de euros pelo que temos vindo a fazer um trabalho de reabilitação e de sustentabilidade", acrescentou Pedro Correia.

Questionado sobre se ainda é possível melhorar o valor alcançado, o responsável respondeu: "a Liga ainda tem algum potencial, mas, em termos dos ativos que temos, está num limiar muito alto".