José Antonio Camacho sucede a Jorge Costa como selecionador do Gabão

Ex-treinador do Benfica apresentou-se ao presidente do Gabão e com planos ambiciosos para a CAN

O ex-selecionador espanhol e ex-treinador do Benfica, José Antonio Camacho, foi oficialmente nomeado selecionador do Gabão, país que irá organizar a Taça das Nações Africanas (CAN) de futebol, anunciou a presidência do país em comunicado.

"O novo selecionador das 'panteras do Gabão' foi apresentado ao Chefe de Estado. Na conversa, o presidente assegurou a José Antonio Camacho que terá plenos poderes e garantiu-lhe total liberdade no exercício do cargo", pode ler-se no comunicado divulgado pelo gabinete da presidência gabonesa.

O antigo lateral do Real Madrid, de 61 anos, assinou um contrato válido por duas épocas, sucedendo no cargo ao treinador português Jorge Costa, e dispõe de pouco mais de um mês para preparar a seleção gabonesa para a Taça das Nações Africanas (CAN2017), que se disputa entre 14 de janeiro e 05 de fevereiro.

Recebido pelo presidente gabonês Ali Bongo Ondimba, o espanhol terá a missão de reequilibrar um grupo de jogadores liderados pelo avançado do Borússia Dortmund Pierre-Emerick Aubameyang.

O Gabão jogará a partida de abertura da CAN contra a Guiné-Bissau em Libreville, a 14 de janeiro, num grupo que incorpora também as seleções do Burkina Faso e dos Camarões.

Camacho deverá ainda assegurar a qualificação do Gabão para o Mundial2018, a disputar na Rússia, num grupo da zona africana em que já somou dois empates contra Marrocos e o Mali e que inclui também a seleção da Costa do Marfim.

"O Chefe de Estado prometeu tudo fazer para que a CAN2017 seja um sucesso, quer no plano desportivo quer organizacional", acrescentou o gabinete da presidência no comunicado.

O presidente Bongo, adepto do Real Madrid, antigo clube de Camacho, quer aproveitar o evento para recuperar a imagem do país, afetada com a violência pós-eleitoral que marcou a sua reeleição para o cargo em setembro último, contestada pelo seu opositor politico Jean Ping, que denunciou a existência de fraude nas eleições.

Camacho deverá auferir de um salário anual de 800 mil euros, a partilhar com os seus assistentes, segundo refere a imprensa do Gabão, que se mostrou surpreendida pela contratação de um treinador que não exerce desde 2013 e que não fala francês.

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