Jorge Jesus pede aos adeptos para darem força

Treinador do Sporting e o homólogo avense José Mota anteviram este sábado, juntos, a final da Taça de Portugal, que se realiza este domingo às 17.00

Os treinadores de Sporting e Desp. Aves, Jorge Jesus e José Mota, confraternizaram este sábado, na véspera da final da Taça de Portugal (17.15), que vai ser jogada pelos dois clubes, e juntos pediram para que os adeptos desfrutem da festa e apoiem as respetivas equipas.

"A força do Sporting é a massa associativa, gostava que o Jamor estivesse praticamente todo pintado de verde, pensando os adeptos que amanhã vêm ver o clube deles, que se foquem na sua paixão, não olhem para as rivalidades. Os rivais são o nosso adversário ", começou por dizer o técnico leonino, apontando para José Mota, num vídeo partilhado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). "Que possam desfrutar e continuem com as suas formas de comunicação com a equipa, a que estamos habituados, para que os jogadores do Sporting se sintam mais seguros e mais fortes para fazer um bom jogo", acrescentou.

Já o treinador dos avenses desejou que os adeptos "aproveitem ao máximo esta festa" e pediu-lhes "gargantas afinadas". "Que façam uma excelente viagem, que saibam usufruir deste espaço e contribuir", vincou, frisando que o dia da final da Taça de Portugal "é um dia de grande alegria para todos os adeptos do futebol".

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Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.