Johannsson, o islandês que optou pelos EUA e não vai ao Mundial

Representou as camadas jovens da Islândia, mas em 2013 recebeu um convite para passar a jogar pelos Estados Unidos e aceitou por ter "mais hipóteses de ir a um Mundial"

"Terei mais oportunidades de jogar um Mundial com os Estados Unidos". Foi esta a declaração que Aron Johannsson fez quando, em 2013, decidiu aceitar o convite dos EUA em detrimento daquele que a federação islandesa lhe endereçou. Para o ano, devido a essa opção, irá ver o Campeonato do Mundo apenas pela televisão.

O avançado de 26 anos nasceu nos Estados Unidos, em Mobile, estado do Alabama, mas com apenas 3 anos mudou-se para a Islândia, de onde os seus pais são naturais. Cresceu naquela pequena ilha, ainda que muitas vezes por ano viajasse até aos Estados Unidos, tendo mesmo realizado o ensino secundário naquele país, onde teve também a sua primeira experiência como futebolista, concretamente na Academia Bradenton, na Florida.

Os primeiros pontapés deu-os, assim, do outro lado do Atlântico, mas foi mesmo na Islândia que começou a levar o futebol mais a sério, jogando pelo Ungmennafélagio Fjölnir e pelo Breiðablik, este último onde jogou pela primeira vez como profissional.

Em 2010 conseguiu rumar a um campeonato mais competitivo, para a Dinamarca, onde o Aarhus lhe abriu as portas. Após dois anos de bom nível, tendo subido à primeira divisão dinamarquesa, em 2012 a seleção da Islândia convocou-o para jogar dois jogos das eliminatórias de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014. Uma lesão, contudo, frustrou a estreia de Johannsson pela seleção principal, ele que já tinha vestido a camisola islandesa nas camadas jovens.

Após a aventura na Dinamarca, o AZ Alkmaar da Holanda fez-lhe uma proposta em janeiro de 2013 e Aron Johannsson não pensou duas vezes na hora de aceitar. Começou discreto, mas acabou a temporada como um dos melhores marcadores da liga do país das tulipas, o que chamou a atenção de Jürgen Klinsmann, selecionador dos Estados Unidos, que decidiu convidá-lo a representar a seleção americana.

Aron Johannsson não hesitou na resposta: "Terei mais oportunidades de jogar um Mundial com os EUA. Agradeço o interesse também da Islândia, mas nasci nos Estados Unidos e decidi que é a melhor opção para mim", salientou na altura.

Ainda em 2013 fez um golo no triunfo (3-2) dos EUA sobre o Panamá e, em boa verdade, foi um dos eleitos para o Campeonato do Mundo do Brasil, no ano seguinte, onde jogou apenas 67 minutos, na vitória sobre o Gana, na fase de grupos da competição.

Tinha agora como objetivo a participação no Mundial de 2018, até porque após a competição em 2014 continuou com a sua veia goleadora na Holanda, o que lhe valeu uma transferência para a Bundesliga, concretamente para o Werder Bremen, em 2015.

Mas esse desejo não irá concretizar-se, pois os Estados Unidos não conseguiram qualificar-se para o Mundial do próximo ano, isto depois de Aron Johannsson não ter sido utilizado sequer um minuto por Klinsmann (nem pelo sucessor Bruce Arena) durante a fase de apuramento da Concacaf.

Os pais, esses, sempre defenderam a opção do filho, ainda que lamentem que ele não possa agora estar presente no Campeonato do Mundo da Rússia. "São decisões que têm de ser tomadas. Naquela altura ele pensou que era o melhor para ele, até porque a Islândia ainda estava a crescer como seleção. Infelizmente os Estados Unidos não vão estar presentes no Mundial da Rússia, mas ele já esteve no Brasil e tenho a certeza de que voltará a participar numa competição deste nível", salientou por estes dias o pai, Fedor Johannsson.

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