Jogador do Canelas constituído arguido por agressão a árbitro

Marco Gonçalves, ouvido esta manhã no tribunal de Gondomar, ficou com termo de identidade e residência

Marco Gonçalves, o jogador do Canelas 2010 que ontem agrediu o árbitro do jogo entre aquele clube da AF Porto e o Rio Tinto, foi constituído arguido e fica com termo de identidade e residência, a medida de coação mais leve.

O avançado foi esta manhã presente a um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Gondomar e a medida de coação foi anunciada pelo seu advogado, Nelson Sousa.

O jogo terminou aos três minutos (!) e o juiz teve de ser assistido no hospital, tendo recebido alta pouco depois apesar do nariz partido que o obrigará a uma cirurgia. O clube já anunciou ter afastado o jogador, que defendeu não se lembrar de ter agredido o juiz. E a Federação Portuguesa de Futebol repudiou o incidente e prometeu fazer deste caso "um exemplo".

Quanto à APAF avisou que são já 43 os casos de agressões a árbitros este ano e que é preciso agir, porque senão "um dia morre um árbitro".

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?