João Teixeira pede desculpas aos adeptos do Vitória de Setúbal

O futebolista retratou-se através das redes sociais pelo "inaceitável" comportamento que teve no último jogo contra o Portimonense

O futebolista João Teixeira pediu desculpas aos adeptos do Vitória de Setúbal pelo comportamento no jogo de sexta-feira com o Portimonense, da 27.ª jornada da I Liga, que considera "inaceitável" e que não reflete a sua "educação".

No texto publicado na página oficial do clube, o jogador, cedido pelo Benfica e que foi alvo de um procedimento disciplinar pelo clube, lamentou a reação que teve após ser substituído no jogo, escusando-se a cumprimentar o treinador José Couceiro, lançando impropérios aos adeptos e pontapeando o banco de suplentes.

Queria pedir desculpas aos sócios e adeptos do Vitória pelo meu comportamento no jogo frente ao Portimonense. Foi um comportamento inaceitável, que não reflete aquilo que sou, quer pessoal, quer desportivamente, porque não foi essa a educação que me deram. Foi um momento a quente da minha parte, devido às coisas não me estarem a correr bem. Fiquei frustrado por não conseguir ajudar a equipa da maneira que eu desejava.

Antes de pedir desculpas aos sócios e adeptos, João Teixeira, que também publicou um vídeo nas redes sociais a retratar-se, já tinha feito o mesmo internamente.

Já fiz questão de pedir desculpa à direção, à administração, ao 'staff' técnico e aos meus colegas de balneário, que me apoiam todos os dias, e agora peço-vos desculpa a vocês, que estão com a equipa todos os fins de semana a apoiar-nos.

João Teixeira, que foi alvo de um procedimento disciplinar por parte do Vitória de Setúbal, que prossegue os seus trâmites normais, assegura empenho total para ajudar o clube a garantir a permanência na I Liga.

Foi um acontecimento que, garanto-vos, nunca mais se vai repetir da minha parte. Estou de corpo e alma no Vitória e prometo-vos que vou lutar o máximo para ajudar o Vitória a garantir os seus objetivos esta época.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.