João Mário promete cabelo "à Fellaini" se ganhar Mundial

Médio já tinha prometido deixar crescer o cabelo antes do Euro 2016, mas "não sonhava" em trazer a taça para Portugal

Os jogadores (e o selecionador) da seleção nacional têm vindo a defender que Portugal não é favorito, mas que é candidato à conquista do Campeonato do Mundo. A sonhar levantar a taça, João Mário promete fazer o que não cumpriu após o Euro 2016. "Quando fiz essa promessa, acreditava que era possível, mas não sonhava que pudesse vir a acontecer. Agora, se formos campeões mundiais, vou deixar crescer o cabelo à Fellaini", afirmou o médio do West Ham, bem-disposto, gerando gargalhadas a quem o ouvia durante um evento comercial com jovens que se realizou na loja da Nike no Chiado, em Lisboa.

Na mesma iniciativa estiveram presentes os internacionais André Silva, Rúben Dias, Bruno Alves, Cédric Soares, Ricardo Pereira e Manuel Fernandes, que responderam a perguntas de jovens adeptos da equipa das quinas, que venceram um concurso online para poder passar alguns momentos com os craques.

Questionado sobre a integração no grupo, Rúben Dias, que ainda não somou qualquer internacionalização pelos AA, garantiu estar a ser "muito bem recebido e cada vez mais integrado". Outro dos elementos mais novos nas escolhas de Fernando Santos, Ricardo Pereira, contou como soube da convocatória: "Estava em casa, e soube através da televisão, como toda a gente. Foi uma felicidade enorme, uma grande alegria", confessou o lateral que recentemente trocou o FC Porto pelos ingleses do Leicester, mas que ainda antes de fechar a época quer conquistar "mais um título". "É para isso que estamos aqui", vincou, ambicioso.

Com mais jogos ao serviço de Portugal, mas sem fases finais de Europeus ou Mundiais, Manuel Fernandes e André Silva deram conta da felicidade por estarem entre os 23. "Estou muito feliz. Era um objetivo de carreira. E consegui-lo nesta fase da carreira é muito feliz", disse o médio do Lokomotiv, 32 anos, garantindo que a seleção vai ser bem recebida na Rússia, até porque os "russos têm um carinho especial pelos portugueses". "É um sonho concretizado. Nunca tive num nível tão elevado como este", partilhou o avançado do AC Milan.

Um pouco mais rodado nestas andanças, até porque foi campeão europeu há dois anos, João Mário garante que o "Euro serviu para ter mais experiência", ainda que admita "muita ansiedade" e que "um Mundial é diferente de um Europeu".

Pragmatismo no discurso

Nem o facto de estarem a responder a perguntas de jovens adeptos retirou o pragmatismo do discurso dos futebolistas da seleção nacional, quando questionados sobre objetivos no Campeonato do Mundo. "Vamos pensar jogo a jogo e tentar chegar o mais longe possível, não adianta fazer muitos planos", afirmou o central José Fonte.

Na mesma toada, Bruno Alves não prometeu fazer melhor do que no Mundial 2014, em que Portugal não passou da fase de grupos. "É chegar lá e ver o que acontece. Esperamos que Portugal esteja num bom nível e que possa fazer os portugueses felizes", comentou o veterano central do Rangers, 36 anos, que pode chegar à 100.ª internacionalização durante o Mundial, ainda que essa meta não seja uma obsessão. "É uma marca bonita, mas estou feliz pelo meu trajeto na seleção", disse o defesa, que soma 95 jogos de quinas ao peito.

Também bastante cauteloso, Cédric Soares preferiu não destacar uma seleção como a mais difícil. "Hoje em dia não há jogos fáceis. Há favoritos e o mister já o disse. Todos os jogos vão ser finais que queremos vencer, a começar por Espanha", vincou, já a pensar no jogo de estreia no Campeonato do Mundo, a 15 de junho, revelando que sente "muita responsabilidade e motivação" sempre que ouve o hino. Parecida foi a resposta de Fonte, quando questionado sobre o adversário que preferia defrontar na final: "A primeira final é com a Espanha. Na final, não importa a equipa, o que importa é ganhar."

Em termos individuais, a André Silva foi perguntado se tinha alguma meta de golos no Mundial. "Um avançado tem sempre metas de golos na cabeça, mas o meu único objetivo é levar Portugal à final e ganhar", rematou.

Cédric e João Mário vencem quizz

Antes das perguntas dos jovens adeptos, os oito jogadores foram distribuídos por quatro grupos de adolescentes para participarem num quizz sobre a seleção nacional. A equipa de Cédric e João Mário acabou por levar a melhor, batendo a de José Fonte e André Silva num desempate por toques na bola, protagonizado por um jovem de cada grupo.

O quizz, contudo, expôs algum desconhecimento dos futebolistas quanto à história da equipa das quinas. Cédric, João Mário, Bruno Alves e Ricardo Pereira, por exemplo, não se lembravam que tinha sido a França a eliminar Portugal no Mundial 2006, respondendo que era a Espanha. O mesmo quarteto não se recordava que tinha sido o Estádio do Dragão a acolher o encontro inaugural do Euro 2004.

José Fonte e Manuel Fernandes não souberam precisar que a goleada de Portugal à Coreia do Norte no Mundial 2010 tinha sido por 7-0. Bruno Alves e Ricardo Pereira, por sua vez, deverão levar um raspanete de Cristiano Ronaldo por desconhecerem que a estreia do madeirense pela seleção nacional tivesse sido apadrinhada pelo Cazaquistão. Mas há mais: só Cédric e João Mário sabiam que o primeiro golo da seleção feminina numa fase final foi apontado por Carolina Mendes.

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