Greg tem dois joelhos artificiais mas chegou ao topo do Evereste

Norte-americano é o primeiro homem com dupla prótese de joelho a atingir o cume da maior montanha do mundo

"Onde há uma vontade há um caminho." Greg Paul agarrou-se ao provérbio milenar e fez dele a sua fonte de motivação desde que em 2008 se viu obrigado a recorrer pela primeira vez a uma cirurgia de implementação de uma prótese num joelho - na altura, o direito. Quatro anos mais tarde, em 2012, fez o mesmo no joelho esquerdo, numa altura em que lhe era quase impossível simplesmente subir um degrau devido à artrose. Mas nem isso o impediu de chegar, na última sexta-feira, até onde um dia chegaram os pioneiros Edmund Hilary e Sardar Tenzing Norgay, os primeiros a alcançar o cume do Evereste, o topo do mundo, nos Himalaias, em 1953.

"Cheguei hoje ao topo do mundo e estou seguro nesta altura, no campo 2. Não podia estar mais feliz e cansado ao mesmo tempo", escreveu no seu blogue Greg Paul, um norte-americano de 61 anos residente no Utah, que conseguiu assim à terceira tentativa cumprir o seu maior objetivo, depois de dois ensaios abortados em 2012 e 2014, anos em que as adversas condições climatéricas fizeram cancelar as temporadas de expedições no Evereste.

Greg Paul e o seu guia sherpa Nawang integraram a primeira expedição internacional a conseguir subir ao topo do Evereste desde 2014, uma vez que a temporada de 2015 foi cancelada após o trágico terramoto no Nepal que matou milhares de pessoas, entre elas 21 montanhistas que tentavam subir ao monte mais alto do planeta.

"Espero poder ser um exemplo para todos aqueles que acham que já são demasiado velhos para atingir os seus sonhos", afirmou o sexagenário Greg Paul, que é proprietário de um ginásio de escalada indoor em Salt Lake City, nos EUA, e que revelou também outro propósito da sua expedição: ajudar os guias sherpa locais (o grupo étnico nepalês que vive nas montanhas dos Himalaias) a melhorar as suas condições de vida.

"Espero poder providenciar a pessoas como Nawang [o seu guia sherpa] meios para encontrarem outras opções de trabalho menos arriscadas do que escalar o Evereste, que lhes permita cuidar das respetivas famílias. A melhor coisa desta jornada foi poder apreciar e considerar o trabalho de pessoas como Nawang, que foi o meu anjo da guarda", acrescentou.

Esta primeira expedição internacional da temporada ao Evereste teve no britânico Kenton Cool, de 42 anos, o primeiro a chegar ao cume, algo que ele conseguiu pela 12.ª vez.

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