Froome confirma que vai à Volta a Espanha

Inglês vai tentar vencer o Tour e a Vuelta no mesmo ano, algo que um ciclista não consegue desde 1978

Segundo classificado em 2011 e 2014, Chris Froome vai novamente participar na Volta a Espanha e com um claro objetivo: vencer.

Caso o consiga, o medalha de bronze no contrarrelógio do Rio2016 seria o primeiro, desde Bernard Hinault em 1978, a conseguir vencer o Tour e a Vuelta no mesmo ano.

"A Vuelta é uma prova que realmente desfruto e onde posso dizer que tenho assuntos pendentes, estou ansioso por começar", disse o ciclista britânico num comunicado de imprensa da Team Sky.

Acrescenta: "A dureza do percurso e da competição obriga a fazer uma corrida agressiva. Vamos andar com um grupo forte de ciclistas que tem experiência nesta prova".

A secundar Froome na Sky estarão corredores como Konig, Landa e Kwiatkowski.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.