FPF requer policiamento de todos os jogos até final da época

Fernando Gomes anunciou plano adicional de segurança para as equipas de arbitragem e demais agentes desportivos

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou esta terça-feira a implementação de um plano nacional de segurança adicional para as equipas de arbitragem das suas competições.

"A FPF decidiu, hoje, requerer, junto da Polícia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana, o policiamento de todos os jogos das competições Seniores e Juniores A organizadas pela Federação Portuguesa de Futebol, até ao final da temporada 2016/17. Com esta ação, a FPF acrescenta uma medida adicional de segurança para árbitros e demais agentes desportivos, permitindo assim a criação de um clima que permita a reflexão - sem alarme, sem populismo e sobretudo sem instrumentalização - de uma tema que é bem mais complexo e abrangente e de que ninguém se deve isentar de responsabilidades", anunciou o organismo, num comunicado de 11 pontos divulgado no site da FPF..

Também na página da federação, o presidente Fernando Gomes escreveu: "Este plano demonstra que estamos num caminho errado de crescimento de discursos públicos com níveis de irresponsabilidade difíceis de aceitar. Mas embora não me orgulhe desta decisão, entendo que ela é necessária e adequada.".

O dirigente federativo revelou, ainda, que a FPF vai propor à Assembleia da República "medidas legislativas que visem dar um sinal muito claro de que comportamentos antidesportivos são exemplarmente tratados em Portugal", à semelhança do que já fez quanto à lei da Corrupção no Fenómeno Desportivo.

"Para essa tarefa queremos acreditar que contaremos com o apoio do Governo, dos partidos políticos e dos tribunais", concluiu Fernando Gomes.

Esta posição da FPF surge dois dias depois da agressão de que foi vítima o árbitro do jogo Rio Tinto-Canelas, da Divisão de Elite da da Associação de Futebol do Porto, José Rodrigues, por parte de um jogador da equipa visitante, Marco Gonçalves, que é membro dos Superdragões, claque do FC Porto.

O jogador em causa atingiu o árbitro com uma joelhada na cara aos dois minutos de jogo, na sequência do cartão vermelho direto que o juiz lhe exibiu por ter agredido um adversário.

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