Figo, Vítor Baía e Nuno Gomes alinham em jogo de solidariedade

As receitas deste encontro de 'estrelas' vão reverter para projetos solidários com crianças em África, Ásia e América do Sul e para a organização Autismo Genebra

Os portugueses Luís Figo, Vítor Baía e Nuno Gomes vão alinhar no jogo de solidariedade da UEFA, em Genebra, no sábado, anunciou o organismo que rege o futebol europeu esta terça-feira.

Figo vai capitanear uma das equipas, que será orientada pelo selecionador francês Didier Deschamps, frente à formação de Ronaldinho Gaúcho, que vai ter no banco o italiano Carlo Ancelotti.

A equipa de Figo vai contar com ex-jogadores como Raúl, Rio Ferdinand, Robert Pires, Karembeu, Litmanen e Pirlo

As receitas deste encontro de 'estrelas' vão reverter para projetos solidários com crianças em África, Ásia e América do Sul e, localmente, para a Autismo Genebra, uma organização sem fins lucrativos que cuida de crianças que sofrem desta desordem.

Além dos antigos 'craques' portugueses, a equipa de Figo vai contar com ex-jogadores como Raúl, Rio Ferdinand, Robert Pires, Karembeu, Litmanen e Pirlo, frente a outras velhas glórias como Cafú, Abidal, Essien, Djorkaeff, Kluivert e Henrik Larsson, sob arbitragem de Pierluigi Collina.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.