Fernando Madureira diz que castigo é "um ataque de perseguição" ao FCP

Madureira foi impedido de entrar em recintos desportivos durante seis meses, mas vai recorrer e fala em "tremenda injustiça"

Fernando Madureira, o líder da claque portista Super Dragões que foi impedido pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) de frequentar recintos desportivos durante seis meses, já reagiu ao castigo: em declarações à edição online do jornal Expresso, disse que está a ser vítima de uma "tremenda injustiça" que quer "claramente beliscar e atacar o FC Porto".

Madureira acrescenta ainda que "é mais um ataque de perseguição ao FC Porto, numa altura em que a Liga está ao rubro por causa do terceiro lugar do Benfica", e acusa o IPDJ de não tratar os clubes de igual forma, alegando que o castigo é "uma provocação inédita em Portugal". "Ainda no verão, o IPDJ ameaçou interditar o estádio da Luz por apoiar claques ilegais. Voltou atrás sem que tenha dado uma explicação, e as claques ilegais continuam sem nada que as impeça de frequentarem recintos desportivos", disse ao Expresso.

O castigo a Fernando Madureira, que é jogador do Canelas e conhecido como "Macaco" nos meios desportivos, surge na sequência de um cântico relativo à tragédia da Chapecoense num encontro de andebol entre o FC Porto e o Benfica no Dragão Caixa.

Fonte oficial do IPDJ confirmou à Lusa o castigo, devido a cânticos que aludiam à queda do avião do clube brasileiro como forma de hostilizar o Benfica.

Fernando Madureira já anunciou que vai recorrer do castigo para o Tribunal Judicial do Porto e, porque o recurso tem efeitos suspensivos, não vai falhar o clássico FC Porto-Benfica agendado para o próximo dia 1 de dezembro.

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