Federação israelita queixa-se da homóloga palestiniana à FIFA

Jogo particular entre a Argentina e Israel, marcado para Jerusalém no sábado, foi suspenso na sequência de pressões sobre a equipa sul-americana

A federação de futebol de Israel anunciou esta quarta-feira que vai apresentar uma queixa à FIFA contra a sua homologa palestiniana, que responsabiliza pelo cancelamento do jogo particular entre as seleções israelita e argentina.

"Estamos perante um ato de terrorismo da federação palestiniana de futebol e do seu presidente. Não se trata de um simples discurso, mas sim de ameaças contra os jogadores que viajariam para Israel", disse o vice-presidente da federação israelita.

Na terça-feira, o vice-presidente da Associação de Futebol Argetino (AFA), Hugo Moyano, anunciou que o particular de preparação entre Argentina e Israel, marcado para sábado, em Jerusalém, foi suspenso, após várias pressões sobre a equipa 'albi-celeste'.

"Acho bem que se tenha suspenso o encontro. Fez-se o correto, não valia a pena, face ao que se passa nestes lugares, onde se mata tanta gente. Somo ser humano, não se pode aceitar de forma alguma. As famílias dos jogadores estavam a sofrer por causa das ameaças", declarou Moyano, à Radio 10, ainda que a AFA não tenha confirmado oficialmente a suspensão.

Várias organizações na Argentina e em Espanha, onde a seleção sul-americana tem estado a treinar, manifestaram-se contra a realização da partida.

.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.