Favoritos ao título nacional de surf seguem em frente

Prevaleceu lei do mais forte no Guincho: Pedro Henrique, José Ferreira, Marlon Lipke e Jervis passaram facilmente a 1.ª ronda

O primeiro dia do Huawei Cascais Pro, última etapa da Liga Moche, não teve surpresas. Os concorrentes ao título nacional de surf venceram facilmente os adversários na ronda 1 e mantêm tudo em aberto para os dois dias que faltam de prova. Pedro Henrique, líder do ranking, foi o primeiro dos candidatos a entrar em ação. O luso-brasileiro esteve sempre na frente da bateria, contra Elohe Alvarez e Tiago Santos. Pedro terminou o heat com 14,60 pontos, contra 8,90 de Elohe, e ambos seguem para a segunda ronda.

Na frente do ranking, o surfista que já disputou o WCT tem uma grande oportunidade de vencer o título português. "Não penso muito nisso. Independentemente de quem esteja a disputar o título ou de quem for o adversário, o importante é manter o foco em nós, perceber se estamos a trabalhar bem ou a escolher as ondas certas, essa é a parte mais difícil. O foco é na minha performance e não nos outros", confessou Pedro Henrique.

Logo de seguida José Ferreira (3.º no ranking) despachou a concorrência de Pedro Barros e Guilherme Ribeiro, vencendo confortavelmente o heat com um total de 16,05 pontos. O jovem de 24 anos procura a primeira vitória numa etapa da Liga Moche, que também lhe poderia valer o título nacional. "Claro que isso está na cabeça, mas não penso é só nisso, porque tenho de chegar passo a passo. Tenho de ganhar e sei que é uma tarefa muito difícil", afirmou o surfista de Cascais.

Os restantes candidatos ao título, Marlon Lipke (com 16,75 pontos) e Filipe Jervis (12,50 pontos), também venceram confortavelmente as suas baterias. Na sexta-feira, os quatro surfistas com possibilidade de terminar o ano em primeiro lutam por um lugar nos quartos-de-final.

O Cascais Pro termina sábado, dia em que se conhecerá o novo campeão português. Vasco Ribeiro e Filipe Morais, que venceram os últimos cinco títulos, falharam a etapa no Guincho devido a compromissos internacionais (evento WQS na Costa Rica). Já Tiago Pires ficou de fora por motivos pessoais, perdendo assim a hipótese de juntar ao seu palmarés um título de campeão nacional - que nunca alcançou devido à prioridade que deu ao WCT (elite do surf mundial) durante a sua carreira.

Esta sexta-feira começa a prova feminina, onde Carol Henrique, irmã do líder masculino, já garantiu o título de campeã nacional.

Ler mais

Exclusivos