Estreia olímpica à beira dos 50: o desejo de Kelly Slater

Principal figura da modalidade, norte-americano admitiu desejo de participar nos Jogos Olímpicos de 2020, quando tiver 48 anos. Mas continuará distante dos mais velhos de sempre

Kelly Slater já leva 25 anos de carreira, é recordista de títulos mundiais (11), de vitórias no circuito WTC (54) e, simultaneamente, é o mais jovem e mais velho campeão da história do surf. Com um palmarés assim, a carreira de Slater parece estar mais do que completa, mas o surfista admitiu que ainda lhe falta uma experiência: surfar nos Jogos Olímpicos.

O surf está na calha para, em 2020, ter a sua estreia como modalidade olímpica, nos Jogos de Tóquio. O Comité Organizador recomendou a entrada de cinco novas modalidades - além do surf, o softbol, o basebol, a escalada e o skateboard também aguardam a estreia. Kelly Slater tem-se mostrado, desde o início, entusiasmado com a possibilidade de ir aos Jogos Olímpicos, tanto que participou num projeto de dez anos para ajudar a criar a onda artificial perfeita.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.