Dono chinês do AC Milan não olha a custos para recuperar o scudetto

O magnata Li Yonghong é o rei do mercado, já investiu 189,5 milhões de euros e Renato Sanches é hipótese, tal como outro ponta-de-lança de topo, para fazer companhia a André Silva. A estrutura diretiva também foi remodelada

Sete vezes campeão europeu e 18 campeão italiano, o AC Milan está a levantar-se de uma depressão profunda iniciada em 2011, logo a seguir à conquista do último scudetto. A equipa foi perdendo os elementos mais influentes e falhou o apuramento para as competições europeias em três temporadas consecutivas.

Mas a 13 de abril deste ano concluiu-se um autêntico negócio da China, que, a julgar pelo investimento feito, promete ameaçar o reinado da hexacampeã Juventus na Serie A. O magnata chinês Li Yonghong, por intermédio da Rossoneri Sport Investment Lux, comprou 99,93% do clube por 740 milhões de euros (mais 90 milhões para liquidar despesas operacionais desde julho de 2016 a abril) à Fininvest, grupo detido por Silvio Berlusconi, cuja família deixou de ter poder de decisão no colosso do futebol transalpino.
O fim da era Berlusconi, que durou 31 anos, começou por ditar uma autêntica vassourada na estrutura, que contemplou 16 saídas, entre as quais as do irmão mais novo (Paolo) e filha (Barbara) do antigo primeiro-ministro italiano, mas também a do homem-forte do futebol, Adriano Galliani. O novo diretor-geral é Marco Fassone, que já tinha trabalhado em emblemas como a Juventus, Nápoles e Inter.

É precisamente Fassone que tem estado a tratar do reforço do plantel, cujo investimento já atingiu os 189,5 milhões de euros, o que torna os rossoneri os mais gastadores desta janela do mercado de transferências. Nunca um clube tinha gastado tanto na primeira temporada sob a gestão de um novo proprietário.

No entanto, os custos prometem não ficar por aqui. O emblema milanês já terá feito uma proposta ao Bayern Munique por Renato Sanches, mas os bávaros não estão dispostos a ter prejuízo com o médio português, cujo passe compraram ao Benfica, há um ano, por 35 milhões de euros.

E além do meio-campo, o AC Milan quer um reforço de peso para o ataque. "Álvaro Morata, Aubameyang e Belotti, seria bom ter um deles. Temos todas as possibilidades em aberto e certamente faremos algo belo. Vamos ver sobre quem recai a escolha, embora haja também nomes que ainda não surgiram na imprensa", assumiu Fassone, após ter oficializado a contratação do último dos dez reforços já anunciados, Lucas Biglia.

Bonucci iguala Rui Costa

O reforço mais sonante e surpreendente do novo AC Milan é o central Leonardo Bonucci, que aos 30 anos deixou a hexacampeã Juventus, onde era titular indiscutível, para reforçar um rival que por ele desembolsou 42 milhões de euros. O defesa igualou Rui Costa (2001) como a contratação mais cara dos rossoneri e vai receber 7,5 milhões de euros anuais, o que o torna o futebolista mais bem pago da Série A. "É o melhor central do mundo, a par de Sergio Ramos", aprovou o treinador Vincenzo Montella, que devolveu o clube à Europa.

Bonucci e o médio defensivo Biglia (31 anos) foram os únicos trintões contratados, para rechear de experiência a espinha dorsal de uma equipa reforçada com cinco sub-25: Kessié (20 anos), André Silva (21), Çalhanoglu (23), Conti (23), Ricardo Rodríguez (24).

Uma aposta para vencer no presente e garantir o futuro, num verão que já está a merecer comparações com o de 1987, quando o então recém-proprietário Berlusconi recrutou os holandeses Marco van Basten e Ruud Gullit.

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