Trump saúda escolha de EUA, México e Canadá para Mundial 2026

"Trabalhámos muito para isso", diz Donald Trump depois do Congresso da FIFA anunciar a atribuição do Mundial 2026 de futebol aos Estados Unidos, México e Canadá

O Presidente norte-americano, Donald Trump, congratulou-se hoje pela atribuição do Mundial 2026 de futebol aos Estados Unidos, México e Canadá.

"Os Estados Unidos, com o México e o Canadá, acabaram de conseguir [a organização] do Mundial. Felicitações - trabalhámos muito para isso", diz Donald Trump numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

O líder norte-americano foi um defensor da candidatura norte-americana, chegando mesmo a ameaçar os países que não a apoiassem.

"Seria uma pena que os países que nos apoiam em todas as circunstâncias fizessem campanha contra a candidatura americana. Porque apoiaríamos nós esses países quando eles não nos apoiam [o que se estende à ONU]", comentava Donald Trump em abril.

A vitória do trio americano em detrimento da candidatura de Marrocos acontece num momento de grande tensão política entre os três países.

Os EUA e o Canadá enfrentam uma crise nas suas relações depois de uma cimeira do G7 complicada, no último fim de semana, no Quebec, no Canadá.

A candidatura conjunta, a primeira com três países, recebeu 134 votos, contra os 65 de Marrocos, numa votação em que houve uma abstenção

Donald Trump atacou o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, devido à discórdia sobre as relações comerciais entre os dois países.

O Congresso da FIFA anunciou hoje em Moscovo que serão os Estados Unidos, México e Canadá a receber o Mundial de futebol em 2026.

A candidatura conjunta, a primeira com três países, recebeu 134 votos, contra os 65 de Marrocos, numa votação em que houve uma abstenção.

Este será o quarto Mundial organização por países da CONCACAF (América do Norte, Central e Caraíbas), depois de o México acolhido os torneios de 1970 e 1986 e os Estados Unidos o de 1994.

Ler mais

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.