D. Jupp e a tentação de voltar a um sítio onde foi feliz

Aos 72 anos, Heynckes é o eleito para render Ancelotti no Bayern. Ainda não deu o sim... mas pode ter adjunto português

O homem que ganhou mais do que Pep Guardiola pode estar de regresso ao Bayern Munique para suceder ao italiano Carlo Ancelotti. A confirmar-se o enlace, será a quarta vez que Jupp Heynckes, antigo treinador do Benfica, orienta a formação bávara, pela qual venceu tudo o que podia ganhar na sua última época como treinador, em 2012-2013, inclusivamente a Liga dos Campeões, objetivo que o técnico catalão não logrou ao serviço do Bayern.

A notícia da contratação de Dom Jupp foi avançada pelo prestigiado jornal alemão Bild e confirmada pelo treinador, que por enquanto prefere ser cauteloso e baixar as expectativas de quem já dá como consumado o acordo. "Não há nada claro nem definitivo. Tenho de analisar tudo. Há quatro anos e meio retirei-me no Bayern e o futebol continuou a evoluir", referiu Heynckes ao jornal Rheinischer Post Online.

O treinador de 72 anos confirmou àquela publicação ter-se reunido com uma comitiva do Bayern Munique composta pelo presidente Uli Hoeness, pelo presidente executivo Karl-Heinz Rummenigge e pelo diretor desportivo Hasan Salihamidzic. Este trio propôs a Jupp Heynckes um contrato de pequena duração, com validade até final da presente temporada, de modo a fazer a ponte para a nova equipa técnica. Muito se fala de Julian Nagelsmann, jovem treinador de 30 anos, atualmente à frente do Hoffenheim, ou de Luis Enrique ou mesmo de Thomas Tuchel, mas o imediato seria com Heynckes, o homem certo para acalmar o agitado balneário do Bayern e por quem, por exemplo, o chileno Vidal tem enorme respeito devido à época em que ambos coabitaram em Leverkusen. Só falta mesmo o sim do antecessor de Mourinho no Benfica.

José António adjunto?

Durante o dia de ontem a edição eletrónica do jornal A Bola avançava com a possibilidade de José António, antigo futebolista, entre outros, de Académica, União de Leiria e FC Porto B ser adjunto de Jupp Heynckes, seu treinador na temporada 2006-2007 no Borussia Moenchengladbach.

Contactado pelo DN, o antigo jogador, atualmente com 40 anos, e sem que se conheça qualquer experiência como treinador, foi bastante evasivo sobre o assunto.

"Já houve gente que falou disso, que é uma possibilidade. Se se concretizar ficarei muito contente", disse José António, sem negar a hipótese de rumar a Munique.

Convidado a dizer se continua a dialogar com Jupp Heynckes, José António confirmou que a boa relação é uma realidade. "Sim, temos mantido o contacto, ele foi meu treinador, sempre tive admiração por ele , caso isso se concretize será bom para mim. Não queria estar a falar sobre isso, se tiver de acontece, acontece. É uma questão falada e só de saber essa possibilidade é um orgulho", finalizou.

Nos próximos dias ficaremos a saber se Jupp Heynckes será treinador do Bayern Munique e se, na condição de a primeira premissa se verificar, o alemão terá como um dos seus elementos da equipa técnica um português.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.