O dia em que Cristiano Ronaldo vai fazer o penta?

O futebolista português Cristiano Ronaldo deverá conquistar hoje pela quinta vez na sua carreira o prémio de melhor futebolista do ano da FIFA, agora designado 'The Best', igualando o 'penta' do argentino Lionel Messi.

Depois dos triunfos em 2008, 2013, 2014 e 2016, o 'capitão' da seleção lusa deve ser o eleito do prémio correspondente a parte da temporada 2016/17, já que conta o período compreendido entre 20 de novembro de 2016 e 02 de julho de 2017.

Nestes mais de sete meses, Cristiano Ronaldo ajudou o Real Madrid a vencer o Mundial de clubes, com 'hat-trick' no jogo decisivo, a Liga dos Campeões, com um 'bis' na final com a Juventus (4-1) e um total de 11 tentos na prova, e a Liga espanhola.

O '7' dos 'merengues' teve o seu melhor período precisamente na parte final da época, em que conseguiu 16 golos nos últimos 10 jogos pelo Real Madrid, incluindo cinco face ao Bayern Munique e três perante o Atlético de Madrid, na 'Champions'.

Em termos numéricos, o português, que pela seleção se ficou pelo terceiro lugar da Taça das Confederações, marcou 39 golos, em 40 jogos, precisamente o mesmo registo de Lionel Messi.

Além de Ronaldo, são candidatos ao 'The Best' o jogador argentino do FC Barcelona e o brasileiro Neymar, que, no último defeso, trocou o FC Barcelona pelo Paris Saint-Germain, pela módica quantia de 222 milhões de euros, um recorde mundial.

O prémio de melhor jogador é entregue numa cerimónia desta vez marcada para Londres, e não Zurique, e antecipada para outubro (e não janeiro, como era tradição), marcando o início de uma nova era na história do troféu, que agora premiará o desempenho durante uma temporada europeia e não num ano civil. Serão coroados igualmente, entre outros, a melhor jogadora, os melhores treinadores, de equipa masculina e feminina, o melhor guarda-redes e o melhor golo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.