CR7 na bancada inspira leões a marcarem golos ao seu estilo

Jorge Jesus matou o borrego tondelense, que nunca tinha vencido em Alvalade. Mathieu e Bruno Fernandes consumaram o melhor arranque leonino desde Bobby Robson

Cristiano Ronaldo aproveitou o seu castigo para estar ontem em Alvalade e a verdade é que não deve ter dado o seu tempo por mal empregue: viu dois golos que não desdenharia assinar, assinados por Mathieu e Bruno Fernandes, e o clube onde se formou somou o sexto triunfo consecutivo, naquele que é o melhor arranque leonino desde 1993/94, quando Bobby Robson era o treinador. E à terceira foi mesmo de vez: o Sporting nunca tinha conseguido bater o Tondela em Alvalade (dois empates nos últimas épocas) e conseguiu recuperar a liderança da Liga, pelo menos provisoriamente, abrindo ainda um fosso de cinco pontos para o campeão em título.

Já sabendo que o Benfica tinha sofrido a primeira derrota na Liga, o Sporting entrou em campo com um onze ligeiramente diferente do que tem sido hábito. Recuperado de lesão, Fábio Coentrão regressou à titularidade no lado esquerdo da defesa, enquanto Bruno Fernandes ocupou a posição 8 em detrimento de Battaglia, com o argentino Alan Ruiz à sua frente. Na direita, Iuri Medeiros entrou para dar descanso a Gelson Martins, enquanto Bas Dost voltou a ser o avançado titular depois de ter começado no banco em Atenas.

Do outro lado, Pepa colocou Pedro Nuno no apoio direto a Tomané, com duas linhas de quatro elementos atrás.

O jogo começou animado, sem que o Sporting conseguisse dominar claramente um Tondela que surgiu mais adiantado no terreno do que se esperava, abdicando de estacionar o autocarro à frente da sua área. Os beirões até ganharam o primeiro canto mas acabaram por ser surpreendidos num lance de bola parada: uma falta sobre Iuri Medeiros ainda longe da área colocou Bruno Fernandes e Mathieu em alerta, acabando por ser o francês a marcar o castigo de forma exemplar. A bola subiu, sobrevoou a barreira com um ligeiro efeito e entrou a grande velocidade na baliza de Cláudio Ramos, que nada podia fazer.

Estavam decorridos apenas 13 minutos mas nem isso fez a equipa da casa aumentar o ritmo. Aos 22", os adeptos da casa sofreram um dos poucos calafrios da noite, quando Hélder Tavares conseguiu receber a bola na grande área, valendo então mais um intervenção de Mathieu para colocar um ponto final no lance.

Espicaçados por este lance, os leões responderam de imediato. Transoção rápida, bola em Bas Dost e passe para Iuri Medeiros na direita. Este fletiu para o meio e rematou em arco mas falhou o alvo por pouco.

Logo a seguir, Miguel Cardoso arriscou um remate do meio da rua que não levou qualquer perigo à baliza de Rui Patrício. Perigo, aliás, que só voltou a aparecer aos 40", num remate de longe de Alan Ruiz, que Cláudio Ramos largou para a frente - Bruno Fernandes, na recarga, acertou no poste mas o lance já tinha sido anulado por fora de jogo -, isto numa altura em que Pepa tivera de trocar um dos seus centrais por lesão.

A segunda parte começou quase da mesma forma e Jesus teve mesmo de fazer alterações na sua equipa, perante um adversário que foi pouco perigoso no ataque mas muito determinado na defesa - ajudado, é certo, pelo incrível critério disciplinar de Manuel Oliveira, que permitiu uma série de entradas à margem da lei aos visitantes, acabando por puxar do cartão, pela primeira vez, para Bruno Fernandes. E foi já com Battaglia e Gelson Martins em campo que o Sporting conseguiu chegar ao segundo, em mais um pontapé fantástico do médio contratado à Sampdoria neste defeso.

Com 20 minutos ainda por jogar e o histórico recente dos verde e brancos tudo era possível. Mas o golpe foi demasiado forte para o Tondela e as melhores ocasiões couberam a Acuña e William Carvalho (que até acertou no poste). Os adeptos cardíacos descansaram e ao fim de quatro jogos a sofrer golos, Rui Patrício pôde ir tomar banho com a sua baliza a zeros.

Ler mais

Exclusivos