Sousa Cintra na liderança da SAD: "Sporting vai continuar a ser grande"

A Comissão de Gestão do Sporting, liderada por Torres Pereira, abordou o futuro do clube e da SAD, depois da destituição de Bruno de Carvalho, em Assembleia Geral, no passado sábado, com 71, 36 % dos votos.

Sousa Cintra vai liderar os destinos da SAD. Esta foi uma das medidas Comissão de Gestão do Sporting, liderada por Torres Pereira, que, este domingo reuniu para decidir como proceder após a destituição de Bruno de Carvalho em Assembleia Geral.

"É um desafio muito grande assumir a presidência da SAD. A partir de hoje, a SAD tem o presidente, que sou eu, e o da direção é Artur Torres Pereira. Teremos dois presidentes. Não vamos andar à tona. Sempre lutámos para sermos campeões e é isso que vai acontecer. Vamos lutar para sermos campeões. Vamos fazer os possíveis para dar a alegria que tiveram no passado. Vamos lutar para sermos campeões". Foram estas as primeiras palavras de Sousa Cintra como presidente da Sociedade leonina, ele que já foi presidente do clube na década de 90.

Calejados e prudentes nas respostas, tanto Sousa Cintra como Torres Pereira falaram de tudo com cautelas e sem anunciar medidas de fundo antes de tomarem noção da realidade do clube e da SAD. Dossiers prioritários, como a Gala do Sporting, os orçamentos para o futebol e as modalidades, bem como a abordagem à época e as rescisões dos jogadores marcarão a agenda dos 11 elementos da Comissão de Gestão.

"Só depois de lá entrarmos e vermos com os auditores é que saberemos a situação real. Consta que não está nada bom. Mas como dos fracos não reza a história, decidi aceitar o desafio", avisou o líder sem medo, prometendo que o "Sporting vai continuar a ser grande e talvez até maior do que já foi".

Sobre a continuidade do treinador, o ex-presidente chutou para canto: "É compreensível que perguntem mas hoje é só dar palavra de esperança. Sobre o resto, tenham paciência mas brevemente teremos condições para falar."

Mas seja quem for o treinador a iniciar a época, há algo que os adversários devem ter em conta. "Entramos neste campeonato para sermos campeões, é muito difícil mas não impossível. Quando cheguei o Sporting também estava numa condição difícil mas consegui honrar os compromissos e tínhamos a equipa mais forte em Portugal. Isto leva algum tempo e a minha missão é até às próximas eleições, mas farei o possível e impossível e estou certo que vou ter sucesso, com ajuda. Sporting voltou a ser um clube de confiança. Aos que saíram, quero dizer que o Sporting vai honrar os seus compromissos e que possam voltar. Quero a família unida. Profissionais conhecem o presidente e sabem que honrem os compromissos. Sporting vai continuar a ser grande e se possível ainda maior", voltou a repetir.

"Depois das eleições virão outros. Quero deixar trabalho feito", atirou o agora líder da SAD, reconhecendo que "o tempo é curto", para preparar uma equipa campeã, mas deixou uma certeza: "Vamos resolver os problemas todos. Vontade é grande e o Sporting vai ter uma equipa fortíssima."

Confrontado com um possível regresso e uma candidatura, Sousa Cintra disse que não. "Fiz três mandatos, isto é uma missão porque tenho o Sporting no coração e achei que era uma obrigação minha,mas é até às eleições", garantiu o empresário.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.