Claque abandona estádio após ser impedida de mostrar tarja de descontentamento

O Coletivo 95, uma das claques do FC Porto, deixou o Estádio do Dragão durante a segunda parte do FC Porto-Paços de Ferreira por ter sido impedida de mostrar uma tarja que dizia "O espírito de campeão vive? apenas nos nossos adeptos".

Em sinal de protesto, e depois de algumas palavras dirigidas para a tribuna VIP do estádio, os adeptos foram saindo, deixando a bancada que lhes é destinada completamente vazia.

Do lado de fora, juntaram-se algumas dezenas de adeptos que aplaudiram na altura da colocação da tarja num viaduto junto ao Estádio do Dragão.

Vitória clara do FC Porto na recepção ao Paços de Ferreira, por 4-1, em jogo da 33.ª jornada da Liga NOS disputado no Estádio do Dragão. Ricardo Valente (31m) adiantou o Paços no marcador, mas o FC Porto virou o resultado com golos de Herrera (35m), Brahimi (39m g.p.), Diogo Jota (47m) e André Silva (89m g.p.).

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?