Chelsea vence West Bromwich e recupera quarto lugar ao Tottenham

Os londrinos venceram esta segunda-feira por 3-0 na receção ao West Bromwich, em jogo que encerrou a 27.ª jornada da liga inglesa, e recuperaram o quarto lugar, que dá acesso à Liga dos Campeões.

A equipa londrina vinha de duas derrotas consecutivas traumáticas, a primeira em Stamford Bridge, por 3-0, frente ao Bournemouth, e a segunda perante o Watford, por 4-1, fora, e necessitava de um resultado moralizador a poucos dias de se confrontar com o FC Barcelona, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Depois de um início titubeante, a equipa estabilizou a partir do momento em que o internacional belga Eden Hazard, que se tornaria na principal figura do jogo, abriu o marcador aos 25 minutos, numa jogada em que tabelou na área com Olivier Giroud, internacional francês contratado na janela de mercado de inverno ao Arsenal.

O West Bromwich foi resistindo e até, por vezes, ameaçando a defesa do Chelsea, mas a resistência quebrou a partir dos 63 minutos, quando Victor Moses aumentou a vantagem para dois golos, também na sequência de uma tabela com o espanhol Fabregas, que ressaltou num adversário antes da finalização do internacional nigeriano.

O Chelsea chegaria ainda ao terceiro golo, aos 71 minutos, de novo por Eden Hazard, um grande golo com o pé esquerdo, de fora da área, após uma diagonal interior que deixou toda a defesa do West Bromwich batida.

Com este triunfo, o Chelsea recuperou o quarto lugar, ao qual acedera o Tottenham após vencer no sábado o Arsenal, somando 53 pontos, menos um do que o Liverpool, que é terceiro, menos três do que o Manchester United, segundo, e menos 19 do que o líder Manchester City.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.