Chaves goleia Marítimo (4-1) e mantém sonho europeu

Flavienses começaram a perder mas deram a volta. Até esta segunda-feira ainda pensam na Liga Europa, mas se o Rio Ave pontuar em Paços de Ferreira termina a esperança do Chaves - a do Marítimo já acabou

O Chaves continua a pensar na Europa do futebol pelo menos até esta segunda-feira. Neste domingo recebeu e goleou o Marítimo, apesar dos insulares terem sido os primeiros a marcar aos 26 minutos por intermédio de Bebteto.

A formação de Luís Castro respondeu com dois golos até ao intervalo, marcador por Pedro Tiba e Bressan. No segundo tempo, o Chaves ampliou a vantagem com um bis de Matheus Pereira, jovem cedido pelo Sporting aos transmontanos.

Agora o Chaves espera que o Paços vença esta segunda-feira o Rio Ave, equipa que tem mais três pontos e menos um jogo que o duo perseguidor. Se tal acontecer fica tudo adiado para a última jornada, na qual o Chaves desloca-se à Vila das Aves e o Rio Ave é o anfitrião do Sporting de Braga.

O Marítimo está definitivamente afastado da possibilidade de jogar a Liga Europa.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.