Canadiana tornou-se na única mulher a fazer todos os ironman

Elizabeth Model completou as 40 provas de uma das especialidades mais exigentes do triatlo. Aos 57 anos diz que ainda tem pernas para novos objetivos e o próximo é já na primavera, quando irá tentar completar a sua 100.ª maratona

Elizabeth Model tem 57 anos, mas a idade a impediu de cumprir o sonho de se tornar na única mulher a completar todas as provas de ironman mundiais. Compartilha este feito com outros três homens, um deles o seu marido, John Wragg.

Aliás, foi mesmo o companheiro que convenceu a executiva canadiana a enveredar por este objetivo. Elizabeth Model conheceu o marido há 11 anos no Arizona e desde então têm viajado pelo mundo inteiro a competir nesta exigente modalidade de triatlo de longa distância, que compreende provas de 3,8 quilómetros de natação, 180 de ciclismo e finalmente 42,195 de corrida (equivalente a uma maratona).

A atleta canadiana, que se levanta todos os dias às 04.45 para treinar, cumpriu o seu sonho em outubro, em Maryland, com um tempo de 12.18.31 horas, completando a série de 40 provas por todo o mundo, isto após recuperar de um grave acidente de esqui no qual fraturou a tíbia e o perónio.

"Ser a primeira mulher na história a completar todos os ironman é algo que vou recordar e ficar orgulhosa para sempre. Levou-me 11 anos a completar este objetivo, por isso este feito é um sentimento de dever cumprido", assinalou a canadiana.

Além de Elizabeth Model e do marido John Wragg, também Luis Álvarez e Jeffon Jonas alcançaram este feito. A canadiana, contudo, não se fica apenas por aqui. Ao todo soma ainda mais 99 maratonas (que começou a correr aos 40 anos) nas pernas e ainda outras 35 provas de triatlo.

Elizabeth Model foi desafiada a entrar neste mundo do ironman há 11 anos por um grupo de amigas, que a convidou a participar na prova de Penticton, nos Estados Unidos. Recusou por sentir que não estava minimamente preparada para tal desgaste físico, mas ainda assim decidiu ir ver a prova para apoiar o grupo de amigas.

"Fiquei viciada e fui logo de seguida comprar uma bicicleta para começar a treinar. Depois conheci o John e acabei por realizar o meu primeiro ironman. Quando o completei disse para mim mesma: vou fazer todas as provas mundiais. O John incentivava-me diariamente a consegui-lo e tudo se tornou mais fácil quando também ele o procurava. Ele acabou por conseguir mais cedo do que eu, mas agora também posso dizer que fiz todos", referiu.

Com o objectivo concluído, nem assim a canadiana desiste de outros feitos e o primeiro está marcado para a próxima primavera, na Carolina do Norte, concretamente a sua 100.ª maratona. "Ainda só tenho 57 anos, tenho de continuar à procura de mais desafios, porque ainda tenho pernas para isso", salienta Elizabeth Model

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Estou a torcer por Rio apesar do teimoso Rui

Meu Deus, eu, de esquerda, e só me faltava esta: sofrer pelo PSD... É um problema que se agrava. Antigamente confrontava-me com a fria ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, e agora vejo a clarividente e humana comentadora Manuela Ferreira Leite... Pacheco Pereira, um herói na cruzada anti-Sócrates, a voz mais clarividente sobre a tragédia da troika passista... tornou-se uma bússola! Quanto não desejei que Rangel tivesse ganho a Passos naquele congresso trágico para o país?!... Pudesse eu escolher para líder a seguir a Rio, apostava tudo em Moreira da Silva ou José Eduardo Martins... O PSD tomou conta dos meus pesadelos! Precisarei de ajuda...?

Premium

arménios na síria

Escapar à Síria para voltar à Arménia de onde os avós fugiram

Em 1915, no Império Otomano, tiveram início os acontecimentos que ficariam conhecidos como o genocídio arménio. Ainda hoje as duas nações continuam de costas voltadas, em grande parte porque a Turquia não reconhece que tenha havido uma matança sistemática. Muitas famílias procuraram então refúgio na Síria. Agora, devido à guerra civil que começou em 2011, os netos daqueles que fugiram voltam a deixar tudo para trás.