Benfica já recorreu do castigo e fala em processo inadmíssivel

O Benfica já recorreu da suspensão por dois jogos aplicada ao futebolista Rúben Dias pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), considerando que os árbitros não foram ouvidos e alegando dualidade de critérios.

A entrega do recurso foi confirmada à agência Lusa por uma fonte do Benfica, que considerou "todo o processo inadmissível".

"Processam um castigo a um jogador com uma dualidade de critérios que é evidente em relação a outros casos. Não ouvem o árbitro e o videoárbitro e aplicam o castigo", disse.

Segundo a mesma fonte, no recurso, o clube chama a atenção para facto de "em todo o campeonato com milhares de jogadores e inúmeros jogos só haver dois jogadores do Benfica castigados [com processos sumaríssimos], Rúben Dias e Samaris".

"Isto faz pensar que há aqui qualquer coisa de muito estranha. Não é possível em tantos jogos do campeonato só haver dois jogadores da mesma equipa castigados, quando vemos em muitos jogos situações idênticas às que ocorreram", afirmou a fonte.

O clube da Luz considera estranho que "processos de insultos de jogadores a árbitros estejam na gaveta quando se trata de jogadores do Sporting e do FC Porto".

O CD da FPF considerou que defesa central agrediu o sportinguista Gelson Martins, no jogo entre as duas equipas disputado no sábado, da 33.ª jornada da Liga portuguesa, que terminou empatado sem golos.

De acordo com o mapa de castigos do CD, Rúben Dias atingiu Gelson Martins "de forma ostensiva e violenta, usando o cotovelo".

Em setembro, o médio grego Samaris foi castigado com três jogos de suspensão pelo CD da FPF na sequência de um desentendimento com Paulinho, Sporting de Braga, em jogo da Taça da Liga.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.