Arquivamento de caso contra Eliseu é "morte" de auto de flagrante delito

"Com esta decisão, que significa a morte dos autos de flagrante delito e o tirar de tapete à Comissão de Instrutores da Liga e ao próprio Conselho de Arbitragem, escancara-se a porta à anarquia", escreveu Nuno Saraiva

O diretor de comunicação do Sporting considerou esta terça-feira que o arquivamento pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) do auto de flagrante delito relativo a Eliseu significa "a morte" deste instrumento.

"Com esta decisão, que significa a morte dos autos de flagrante delito e o tirar de tapete à Comissão de Instrutores da Liga e ao próprio Conselho de Arbitragem, escancara-se a porta à anarquia", escreveu Nuno Saraiva, na sua página na rede social Facebook.

O responsável do clube de Alvalade considera que com o arquivamento da alegada infração disciplinar por parte do jogador do Benfica é feita, além disso, "tábua rasa de tudo aquilo que foi dito pelo próprio Conselho de Arbitragem", que "reconheceu a agressão que deveria ter sido punida com ordem de expulsão".

"Somar esta decisão à jurisprudência de quatro jornadas de absoluta impunidade resume-se a uma palavra: vergonha", concluiu.

Nos fundamentos da decisão, a que a agência Lusa teve acesso, o órgão disciplinar da FPF entende que não se pode sobrepor à avaliação do árbitro e do vídeo-árbitro, que julgaram o lance ocorrido ao minuto 60 do jogo Benfica-Belenenses, da terceira jornada da I Liga, e não descortinaram agressão nem prática de jogo violento de Eliseu.

Em causa, está uma situação entre Eliseu e Diogo Viana, que levou o Sporting, em 22 de agosto, a pedir a elaboração de auto de flagrante delito à Comissão de Instrutores da Liga de clubes, que, por sua vez, o remeteu no dia seguinte para o CD, concluindo que no lance em que o jogador do Benfica acaba por pisar o adversário houve "prática de jogo violento (...) punível com pena de suspensão a fixar entre o mínimo de um e o máximo de quatro jogos".

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