Armada lusa é a chave no caminho até à Premier League

Equipa inglesa tem oito portugueses e é líder destacada na II Liga já com uma vantagem de 11 pontos

São oito os portugueses que tentam levar o Wolverhampton de volta à Premier League - o clube lidera a II Divisão, com 11 pontos de vantagem para o segundo classificado. Nuno Espírito Santo é o treinador; Roderick Miranda, Rúben Vinagre, Rúben Neves, Pedro Gonçalves, Ivan Cavaleiro, Hélder Costa e Diogo Jota os jogadores que tantos elogios têm recebido pela excelente temporada do clube. Será o sucesso dos wolves obra do sangue luso? Quem acompanha o atual líder do Championship não tem dúvidas, dando especial destaque a Rúben Neves, Diogo Jota e ao técnico português.

A aposta do Wolverhampton para chegar ao topo do futebol inglês começou na temporada passada, mas foi nesta época que a qualidade do plantel cresceu verdadeiramente. Chegou Nuno Espírito Santo, antigo treinador do FC Porto, e juntaram-se lhe 16 novas contratações, entre as quais os portugueses Roderick Miranda, Rúben Vinagre e os ex-azuis e brancos Rúben Neves e Diogo Jota, estes dois últimos que haviam trabalhado com o técnico no Dragão, tal como o francês Willy Boly.

"Têm o melhor plantel do Championship. Houve um grande investimento com o claro objetivo de conseguirem a subida. Desde o início que se percebeu que eram a equipa mais forte deste campeonato", começou por dizer ao DN o jornalista inglês Luke Hatfield, do Express and Star, que acompanha diariamente o Wolverhampton, destacando também o papel do empresário Jorge Mendes.

"Tem uma boa ligação com Jeff Shi [presidente do Wolverhampton] e conseguiu trazer alguns jogadores que dificilmente viriam jogar para o Championship. Depois o dinheiro da Fosun [principal patrocinador, da China] também ajudou a ir buscar outros que certamente nunca pensariam no Wolverhampton como uma opção. Na Premier League acredito que a aposta seja ainda mais elevada."

Rúben Neves e Diogo Jota são, de acordo com o jornalista inglês, os jogadores que sem a influência de Jorge Mendes e Nuno Espírito Santo muito dificilmente ingressariam numa equipa da II Divisão inglesa. "O Rúben já era bastante conhecido, falava-se do interesse de muito clubes, como o Liverpool, e veio para o Championship. Foi um grande investimento, mas provou que é um grande jogador. O Jota poucos conheciam, veio do Atlético de Madrid, mas tem sido o que tem estado em maior destaque. O Wolves vai contratá-lo em definitivo, apesar de haver outros clubes ingleses muito interessados. Daí que eles já tenham contactado o Atlético de Madrid para exercerem a opção de compra. Confiam que vai render muitos milhões no futuro", considerou o jornalista.

Nuno Espírito Santo era também uma incógnita para os adeptos do Wolverhampton. Sabia-se, desde o início, que chegava ao clube por intermédio de Jorge Mendes, mas desde cedo que convenceu. "O discurso é de jogador, de ex-jogador neste caso, e isso cativou o balneário e tem também uma boa relação com a imprensa. A equipa joga bem, dá espetáculo, como no último jogo, mas quando as coisas não correm bem também é o primeiro a assumir as culpas", notou Luke Hatfield, considerando que os jogadores portugueses têm sido fundamentais.

"São muitos e praticamente todos têm jogado muitos minutos. A equipa está bem, eles são dos mais utilizados, conhecem bem o treinador, é, por isso, natural que se possa dizer que são muito importantes neste momento", concluiu.

Brian Deane, ex-jogador do Benfica e atualmente comentador da Skysports, também tem acompanhado a carreira do clube. Elogia Nuno Espírito Santo, mas diz também que o dinheiro investido é meio caminho andado para uma época de sucesso.

"Ninguém gastou como o Wolverhampton, até mesmo alguns clubes da Premier League gastaram muito menos. Há muito que existe um projeto para chegar ao topo do futebol inglês, é natural que se gaste muito dinheiro e por isso partem à frente da concorrência, até porque os jogadores contratados são de nível da Premier League. Acima de tudo, além de terem gasto muito dinheiro, o mais importante é que souberam como e onde gastá-lo", começou por dizer o antigo avançado, destacando também os craques portugueses.

"Diogo Jota é, neste momento, o melhor jogador do Championship. Muito rápido, muito inteligente e tem uma elevada capacidade para finalizar. Existem outros como Hélder Costa ou Rúben Neves e mais alguns de nível da Premier League. São claramente os favoritos a subirem, ninguém tem dúvidas disso", confessou o ex-avançado.

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