Antigo dono de equipa de Contador critica retirada do ciclista espanhol

Espanhol vai retirar-se depois da Volta a Espanha

O russo Oleg Tinkov, proprietário da Tinkoff, equipa a que pertenceu o ciclista espanhol Alberto Contador, criticou esta segunda-feira o trepador, que anunciou a retirada após a Volta a Espanha.

Segundo o milionário russo, que comentou o anúncio do abandono do 'pistoleiro' na rede social Twitter, Contador devia ter-se retirado "como um campeão", e não ter continuado a correr por "dois milhões extra".

"Dois milhões extra justificam a imagem que perdeste? Aprende com o Cancellara, que se retirou como um campeão", apontou Tinkov, fazendo alusão ao suíço Fabian Cancellara, que se retirou em 2016 depois de conseguir a terceira medalha de ouro em Jogos Olímpicos, no Rio2016.

Contador, de 34 anos, fez o anúncio da retirada num vídeo publicado nas suas contas oficiais nas redes sociais.

"Digo-o feliz e não com pena. É uma decisão muito bem ponderada e não creio que haja melhor despedida na corrida de casa, no meu país", disse o trepador da Trek Segafredo, onde é colega de equipa de André Cardoso.

Este ano, Contador foi nono na Volta a França, preparando-se para se retirar numa prova que venceu três vezes (2008, 2012 e 2014), arrancando com um contrarrelógio por equipas na cidade francesa de Nimes, a 19 de agosto.

Contador considerou hoje que vai poder viver "três semanas de sonho" durante a 'Vuelta', que termina a 10 de setembro, e que espera "desfrutar do carinho dos adeptos" no último desafio da carreira.

Para além da prova espanhola, Contador tem também no currículo duas vitórias na Volta a França, em 2007 e 2009, e outras duas na Volta a Itália, em 2008 e 2015.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...