Sub-21 perdem duelo ibérico e ficam de calculadora na mão para a Macedónia

Equipa de Rui Jorge, derrotada pela Espanha, falhou acesso direto às meias finais. Seleção não perdia desde outubro de 2011 e está obrigada a ganhar o último jogo para ser o segundo melhor dos três grupos. Bruma marcou golaço.

Isaura Almeida
© EPA/ADAM WARZAWA

Algum dia tinha de ser. Rui Jorge já tinha avisado que algum dia a seleção sub-21 de Portugal ia perder um jogo nos 90 minutos. Aconteceu, ontem, cinco anos e oito meses depois do último desaire (Rússia, em outubro de 2011), frente a uma fortíssima Espanha, recheada de jovens talentos com rodagem na liga espanhola (3-1). La Rojita foi mais eficaz e apurou-se assim para as meias finais do Europeu Sub-21. Portugal fica obrigado a vencer a Macedónia no último jogo. E vencer pode não ser suficiente, já que só o segundo melhor dos três grupos segue em frente...

Depois do empate entre Sérvia e Macedónia (2-2), o jogo valia o apuramento direto para as meias finais para quem o ganhasse. E Portugal entrou com Renato Sanches no lugar de Diogo Jota, que tinha sido titular frente à Sérvia. Uma alteração que obrigava Podence a jogar mais na frente, juntamente com Gonçalo Guedes.

Uma estratégia, sem ponta de lança fixo, que resultou bem no início. E se o remate de Podence aos 11 minutos tivesse entrado, em vez de bater com estrondo no poste direito da baliza da Espanha, a história do duelo Ibérico poderia ter sido bem diferente.

Depois disso a seleção nacional tremeu e quem aproveitou foi Saúl Ñiguez para adiantar a seleção espanhola, aos 21". O jovem médio do Atlético de Madrid fez o segundo golo em dois jogos neste Europeu.

A reação portuguesa fez-se às custas da velocidade de Podence, mas sem causar grande perigo a Arrizabalaga. Na outra baliza, Bruno Varela teve de se mostrar para impedir o segundo golo dos espanhóis, quando Hector Bellerín lhe surgiu sozinho pela frente.

Após o intervalo, a seleção nacional manteve o mesmo onze, a mesma vontade de dar a volta ao resultado, mas também a mesma precipitação no remate. Por isso a Espanha esteve sempre mais perto do 2-0 - e conseguiu-o por Sandro Ramirez -, do que Portugal do 1-1.

E só com a entrada de Bruma (para o lugar de Podence) Portugal encontrou a baliza, com aquele que, muito provavelmente, será o golo do Europeu. Um remate de pé esquerdo, de fora da área, sem deixar a bola cair. Um golo verdadeiramente extraordinário de Bruma que deu alento a Portugal para procurar o empate. Mas o coração mandou mais do que a cabeça e voltou a penalizar os sub-21 nacionais, que sofrerem o 3-1 (por Wiliams) já depois dos 90 minutos. Portugal perdeu ainda Bruno Fernandes e Rúben Semedo, por castigo, para o jogo com a Macedónia.