Guangzhou Evergrande, o polémico clube que domina o futebol chinês

Em 2010 estava na II divisão, agora é pentacampeão e pagou 42 milhões por Jackson. Mas não tem sido notícia só por bons motivos

João Ruela
Jackson já com a camisola do seu novo clube© 

Há cerca de 20 anos, o futebol era uma modalidade amadora que passava despercebida na China. No entanto, o governo decretou, em 2014, mudanças que visam elevar o nível do futebol chinês - e começou pelas raízes, ao tornar o futebol uma parte obrigatória da disciplina de Educação Física em 20 mil escolas, tendo para isso formado, no último ano, seis mil professores de futebol.

Além disso, a China tem estado aberta à criação de escolas de futebol - Sporting e Benfica já o fizeram, tal como outras diversas personalidades, desde Ronaldo a Luís Figo. O objetivo é voltar a disputar um Mundial de futebol - a China só o fez em 2002 e perdeu todos os jogos. Mas, enquanto o país atravessa um longo caminho, há um clube que está um passo à frente dos demais: o pentacampeão Guangzhou Evergrande, treinado por Luiz Felipe Scolari e que acabou de pagar 42 milhões de euros ao At. Madrid pelo ex-portista Jackson Martínez.

Criado em 1954, o clube rege-se pelo lema "ser o melhor para sempre". Pelo menos nos últimos anos tem sido o melhor: é o atual pentacampeão chinês e venceu a Liga dos Campeões Asiática do último ano. Um registo que impressiona, sobretudo porque em 2010 estava na segunda divisão chinesa... e pelos piores motivos.

O clube foi apanhado num escândalo de resultados combinados, que fez que todas as pessoas envolvidas fossem para a prisão. Porém, no mesmo mês, o Evergrande Group, segunda maior cadeia imobiliária da China, comprou 60% das ações do clube, por 14 milhões de euros. O Alibaba Group, serviço de compra e vendas online, ficou com 40%.

Leia mais na edição impressa e no epaper do DN