A reviravolta que pode não impedir o fim da dupla Brady-Belichick

Quando parecia uma utopia, a precisão da mão direita do quarterback colocou os Patriots no Super Bowl

Não está a ser uma época fácil para os New England Patriots, mas ainda pode acabar em festa. E, mais uma vez, graças a Tom Brady, o quarterback que é conhecido nos Estados Unidos pelos cinco Super Bowls ganhos, em sete disputados, todos ao lado do treinador de sempre: Bill Belichick.

A épica qualificação foi garantida diante dos Jacksonville Jaguars por 24-20. Mas temos de recuar um pouco, porque os adeptos dos Patriots tinham pouca fé na qualificação, visto que o marido da modelo brasileira Gisele Bündchen tem estado com problemas na mão direita, o que o obrigou a jogar com uma proteção preta que unia o polegar ao indicador. Aliás, a sua utilização esteve mesmo em dúvida, pois precisou de ser suturado e a dois dias do jogo Brady não garantiu estar disponível.

Se atentarmos ao desenrolar da partida podemos dizer que houve drama, com os Jaguars a entrarem no último período com uma vantagem de 20-10, mas, na altura em que tudo se decidia, Tom Brady e a precisão da sua mão direita colocaram os Patriots no Super Bowl - termo pelo qual se denomina a final do futebol americano, que se disputa a 4 de fevereiro - diante dos Philadelphia Eagles, que bateram os Minnesota Vikings (38-7). Os Eagles impediram que, pela primeira vez na história, uma equipa, no caso os Vikings, disputassem o Super Bowl em casa, visto que o evento desportivo de maior audiência no planeta realiza-se neste ano em Minneapolis.

Curiosamente, no final da partida que sentenciou a ida dos Patriots ao Super Bowl, Tom Brady foi incitado pelos jornalistas a mostrar a mão direita, mas não o quis fazer. "Devemos manter esse segredo durante um pouco mais de tempo", disse entre sorrisos.

A dupla Brady/Belichick é das mais famosas do desporto americano, mas não se sabe se vai resistir além de 4 de fevereiro. Os resultados têm conseguido esconder uma relação desgastada e que inclui não só treinador e o atleta como Robert Kraft, proprietário dos Patriots. E tudo tem que ver com Alex Guerrero, preparador físico pessoal Tom Brady.

Desde 2013 que Guerrero se movimenta à vontade nos treinos dos Patriots e nos corredores do clube, pois é aceite com clareza o facto de Tom Brady ter privilégios. Tem, inclusive, um lugar no banco durante as partidas. O problema é que os métodos de Guerrero - exercícios para potenciar a flexibilidade e uma alimentação baseada em vegetais - começaram a ser seguidos por outros atletas, motivando desconforto junto de Belichick, que, no início da época, impediu, via e-mail, o preparador de frequentar as instalações. O que, por sua vez, desagradou a Brady.

Outro fator de discórdia tem que ver com a renovação do quarentão quarterback, que já anunciou querer jogar mais anos, sem especificar quantos. Robert Kraft está do lado do atleta, ao passo que Belichick quer preparar um substituto a médio prazo. Estava agendada uma reunião entre os três homens para dezembro, mas a época dos campeões em título vai esticar-se de novo até ao Super Bowl.

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